Ubuntu

29/01/2010 by

Ubu-quê? Calma, não tô xingando ninguém em tupi-guarani (apesar da quantidade de índios por aqui, desde a edição passada…).

Na verdade “Ubuntu” deriva de um conceito sulafricano que significa algo próximo de “todos ajudando todos”.

Mas tá, o que é isso? Bom, uma das maiores brigas do pessoal do “software livre” é contra os sistemas operacionais. “Windows” e “Mac OS”, os mais famosos sistemas operacionais utilizados nos computadores, além de serem pagos não permitem o acesso de usuários e desenvolvedores aos códigos-fontes. Dessa forma os desenvolvedores do mundo todos ficam limitados ao que a Microsoft ou a Apple desejarem.

A história começa por volta de 1996, quando Linus Torvalds, da Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de diversos programadores voluntários escreveu o código-fonte do Linux, um sistema operacional totalmente gratuito e com código-fonte livre, que se tornou símbolo – junto com seu ícone, o pinguim – dessa “luta” contra o software fechado.

Porém, mesmo com todos os avanços, a interface e usabilidade do Linux ainda é pouco convidativa, se comparado com o Windows e o Mac OS, além de questões como programas específicos e outros detalhes, o que afasta o usuário final dessa plataforma. Assim, o Linux acaba sendo adotado mais por programadores e desenvolvedores.

Aí entra, então, o Ubunto. Lançado há 6 anos atrás, é um sistema operacional que utiliza o núcleo Linux, porém possui gráficos e uma interface cada vez mais simples, de modo que o usuário final encontra pouquíssimas dificuldade de adaptação.

E além de ser de graça, o sistema é fácil de instalar. Aliás, se você preferir, não precisa nem instalar em seu computador. Dá pra rodar direto de CD ou de um pen-drive.

Muito aqui no Campus Party utilizam Ubuntu. Eu mesmo experimentei a sensação de ser um “ubuntista” em um computador emprestado de um campuseiro e afirmo: É FÁCIL DE USAR! Ainda mais depois de acompanhar um pouco da palestra de Paulo Christiano e Alexsandro Cardoso mostrando os caminhos das pedras para não precisar mais do windows. É ficar de olho nessa novidade…

Questão de utilidade pública!

29/01/2010 by
Não, a gente não tá aqui no blog pra fazer propaganda. Mas é sempre impactante ver que o Campus Party, apenas em sua 3º edição, já começa a movimentar algumas ações mesmo fora da feira.
E também o post é um aviso para qualquer campuseiro faminto pela cidade.
Isso é sinal de reconhecimento e consolidação do evento. I’m sure.

Corrida de Geeks

29/01/2010 by

De Flashmobs improvisados à campeonatos de vídeo-game, a madrugada no Campus Party é quase tão movimentada quanto o dia.

A Campus Race (da Seguradora Porto Seguro) é uma típica prova geek. Para participar, o campuseiro se inscreve e deve, ao longo da feira inteira, achar os QRCodes espalhados. Cada código gera uma nova pista para achar o novo código, e assim por diante.

A prova começa às 21h e vai até a hora que o primeiro vencer. O vídeo aqui é o oficial dos organizadores da prova. E o prêmio? Um Nintendo Wii novinho.

Jornal à moda antiga

28/01/2010 by

No meio de tantos computadores avançados algo chama a atenção: máquinas de escrever dignas do início da década de 90. O que fazem elas no maior evento de tecnologia do país?

Pelo terceiro ano consecutivo um grupo de jornalistas independentes participa do Campus Party com o Jornal de Debates: uma publicação grauita que traz tudo o que aconteceu ou está acontecendo no evento e é distribuída a todos os campuseiros. Uma idéia muito legal, principalmente por se tratar de um evento onde muitas coisas interessantes acontecem ao mesmo tempo e facilmente são perdidas.

OK, mas e as máquinas de escrever? A equipe usa porque não é possível imprimir aqui no CP, e no ano passado acabaram tendo que usar uma gráfica rápida próxima daqui. Para economizar, este ano estão fazendo tudo com as antigas máquinas, onde a “impressão” é instantânea. A equipe, formada por mais de 10 pessoas, se reveza 24 horas por dia para garantir que as 100 edições diárias estejam prontas todas as manhãs.

O cérebro do Campus Party

28/01/2010 by

Já se perguntaram como é possível ter uma banda com velocidade de até 10GB/s para milhares de pessoas ao mesmo tempo?
Pois a resposta está aí abaixo: um servidor gigantesco, de quase 25 m2, com gerador próprio de energia e 2 aparelhos de ar-condicionado para evitar que superaqueça.

Ao lado, uma tela mostra informações atualizadas a cada 5 minutos sobre o uso de banda dentro do evento. Dá pra ver, inclusive, que temos mais uploads que downloads, provando que a marca do CP é mesmo a troca de conteúdo entre os participantes.

iPad vs. CP

28/01/2010 by

O maior evento de tecnologia do Brasil acontecendo em São Paulo e, ao mesmo tempo, o lançamento tecnológico mais esperado dos últimos anos acontecendo em San Francisco.

Todo mundo no Campus Party acompanhou ao vivo a apresentação do iPad, novo brinquedo da Apple. Muito já está se falando sobre a inovação e as possibilidades de uso desse novo aparelho, mas o que será que os campuseiros acham desse lançamento?

Fomos descobrir.

Nos quatro cantos do evento – literalmente - entrevistamos campuseiros de diferentes áreas e interesses, perguntando o que achavam do novo iPad.

Cláudio Soares, de 21 anos, desenvolvedor de Softwares, foi sucinto: ”Esperava mais. Tudo o que foi dito sobre ele já vinha sendo discutido muitos meses antes na internet, e isso estragou a surpresa.” Questionado sobre a possibilidade do novo aparelho representar um novo horizonte no desenvolvimento de jogos e aplicativos - área em que ele atua -, disse que “é provável que daqui a um tempo apareçam jogos e ferramentas legais, mas por enquanto, pelo que se viu, é só um iPhone gigante.”

  

Marília Costa, de Belo Horizonte, é blogueira e acompanhou de perto o lançamento. “Estava super ansiosa pra saber qual era essa novidade. Achei muito legal, bonito e deve fazer bastante sucesso quando chegar por aqui.” Perguntei se ela teria um: “Ah não, acho que vai ser muito caro… Mas quem sabe um dia!”.

Felipe Hansen tem 17 anos, veio de Porto Alegre e seu maior hobby é a simulação aérea. Aliás, foi difícil desviar a atenção dele da verdadeira cabine de Boeing que montaram por aqui. Perguntei a ele se ele conhecia o iPad: “Fiquei sabendo ontem do lançamento e vi umas fotos na internet. Parece ser bem legal.” Questionado sobre as funções do novo gadget, ele ficou confuso: “Falaram que é tipo o iPhone, mas não sei bem o que ele faz.”

Por último, fomos até a área de Software Livre, onde encontramos o Maurício Castilho, de 31 anos. De todos, parecia ser o mais informado sobre o novo produto, e já tinha uma opinião irredutível: “Vai ser igual ao iPhone. Eles dizem que é livre, disponibilizam o Kit de SDK para desenvolver aplicativos, mas a verdade é que todos ficam sujeitos à aprovação da Apple. Muita coisa legal que é feita por aí acaba náo sendo disponibilizada porque não atende os requisitos deles. Para quem mexe com Linux, por exemplo, é uma grande limitação em termos de criatividade e liberdade.”

Vemos, portanto, que aqui no Campus Party as opiniões se dividem. Que foi o lançamento do ano, ninguém discute. Que veio para criar uma nova forma de acessar conteúdo e informação, também näo. Mas se depender da avaliação dos campuseiros, o sucesso não vai ser assim tão grande.

É esperar pra ver.

Gilberto Gil faz convocação

28/01/2010 by

Há pouco rolou aqui no Campus um debate sobre a expansão da Banda Larga para o âmbito nacional, e a necessidade de levar este tipo de acesso a quem ainda não tem.

Na mesa, Antônio Carlos Valente (presidente do Grupo Telefônica no Brasil), Luiz Fernando Pezão (Vice-governador do Estado do RJ), Franklin Coelho (Universidade Federal Fluminense e Projeto Piraí Digital), Célio Turino (Secretário da Cidadania Cultural do Min. da Cultura), Cláudio Prado (Laboratório Brasileiro de Cultura Digital) e Gilberto Gil (músico, compositor e ex-Ministro da Cultura).

O debate começou sem muita novidade, sendo que os 6 participantes – cada um a seu modo – fez questão de confrontar a importância a as possibilidades da Banda Larga no ensino e na cultura com a dificuldade atual de levá-la a pontos do país onde ela ainda não existe. Cidade das regiões Norte e Nordeste, principalmente, ainda carecem deste tipo de serviço, e por isso naturalmente estão ficando defasadas em relação às outras.

Ao final, Gilberto Gil fez questão de salientar que o Brasil jamais conseguirá atingir suas metas no plano de Ensino e Economia sem ter como base uma rede de comunicação que possa levar informação e conteúdo a 100% do seu povo. E aproveitou para convocar marcas e empresas de todo o país a ajudar no fomento deste objetivo, mostrando que com a ajuda de parceiros este sonho se torna cada mais mais próximo e real.

Ademais de toda a discussão, é interessante notar como um debate com participantes desse nível é realizado dentro do Campus Party, mostrando que o evento não é apenas revelante no âmbito da tecnologia, mas também no âmbito cultural do Brasil.

Marcas na Arena

28/01/2010 by

O maior evento tecnológico do Brasil atrai milhares de pessoas vindas de todo o país. E estas, por sua vez, atraem as principais marcas do setor para realizarem ações diferenciadas e inusitadas dentro do evento.

A Vivo, uma das principais patrocinadoras, montou na arena dos campuseiros um stand moderno a atrativo, onde apresenta seus principais produtos e serviços. Além de conhecer e experimentar funções de aparelhos, as pessoas podem ainda participar de uma espécie de campeonato de embaixadinhas virtual, feito através de uma projeção.

A marca ainda lançou no evento sua Plataforma de Desenvolvimento, onde incentiva desenvolvedores de games e softwares a criar novos aplicativos e serviços. Os melhores são premiados com viagens ao Campus Party da Espanha. E para divulgar o projeto, uma ação curiosa: “caricaturas ambulantes” dos dois grandes ícones da nossa era da informática – Bill Gates e Steve Jobs - andando para lá e para cá com um carrinho de compras cheio de “aplicativos”.

A Voip, por sua vez, trouxe um ”Orelhão Livre” para o Campus Party, de onde qualquer campuseiro pode fazer ligações grátis para qualquer lugar. Uma ação simples e objetiva, oferecendo um benefício de alto valor para quem está aqui ”isolado” do mundo lá fora. O duro era enfrentar a fila…

Por fim, uma ação simples mas que, pelo que vimos, foi a que mais chamou a atenção no evento. O Mercado Livre – também entre os principais patrocinadores – criou uma série de pequenos adesivos trazendo frases cômicas falendo alusão ao “mundo geek”. E, como mágica, foram parar em mais de 90% dos computadores, mesas e equipamentos dos campuseiros. Uma ação simples, de baixíssimo custo, mas que com certeza teve a maior penetração no target dentro do evento.

Preocupações fora da internet

28/01/2010 by

Obviamente, a maior parte do conteúdo gerado aqui no Campus Party diz respeito, de alguma maneira, à internet. Mas tem um fio, que ainda não é possível viver sem, e que faz tudo isso funcionar: o fio da tomada.

A opinião da maioria das pessoas aqui é uma só: pode até ser mais seguro esse novo padrão de tomadas brasileiras, mas que a mudança vai ser complicada e uma tremenda de uma zona, isso vai.

Para quem tá por fora: o Inmetro anunciou a nova padronização brasileira para tomadas e plugues elétricos residenciais, já há algum tempo. Até 2010, os 10 formatos diferentes existentes hoje virarão apenas 2, totalmente novos. E mais, os famosos “T’s”, ou Benjamins, estão proibidos. Serão substituídos por algo mais seguro.

E a moda deve pegar, só que à força. Mesmo que você não queira mudar as tomadas de sua casa, só serão comercializados no Brasil equipamentos eletrônicos com os novos plugues.

No papel é tudo muito bonito, realmente mais seguro e funcional. Na prática, o deadline para a mudança era, em início, 2002. E já mudou dezenas de vezes. Vamos ver se agora vai, né? Enquanto isso, se você, assim como eu, precisa de uma fonte nova para seu macbook, sinto muito. Muitas importadoras cancelaram a importação esperando as fontes com o novo plugue. OMG!

Civic Hacking

28/01/2010 by

Quarta, definitivamente, foi o dia da política no Campus Party. Depois de falar da Casa Branca e de direitos autorais, a pauta da noite foi o poder do cidadão para cobrar seus políticos através da internet.

E um termo, pouco conhecido, entrou em prática: Civic Hacking – um projeto que reúne engajamento político do cidadão na internet.

Para se ter uma ideia, basta ver o exemplo de um dos palestrantes, Pedro Markun. Ao ver o lançamento do Blog do Planalto, onde não existe a possibilidade de nenhum brasileiro comentar nada, Markun não ficou parado. Ele “clonou” o blog político com uma grande diferença: todos podem tecer comentários.

O objetivo é simples. Chamar atenção, provocar, para que o cidadão seja escutado e provoque mudanças na política brasileira. Afinal, como os próprios participantes dizem, não basta reclamar, é preciso participar.

Web com 2.0 anos

28/01/2010 by

Meu primeiro computador chegou quando eu tinha 14 anos. Na época, tive aulas para entender como é a que a coisa funcionava.

Hoje a coisa mudou. Mas não imaginava tanto…

A pequena Milena veio ao seu primeiro Campus Party em 2008. Ainda na barriga da mãe. Em 2009, com apenas 1 ano, pode ver tudo de perto pela primeira vez. Em 2010 seu pai, Rodrigo, trouxe ela de novo.

Aqui está ela, em sua estação de trabalho particular, com seu próprio laptop e toda a pinta de um verdadeiro campuseiro.

Arteware

28/01/2010 by

À medida em que evoluem, vemos os computadores ficando cada vez mais cleans. Regra, aliás, que vem se aplicando a qualquer aparelho eletrônico que se tenha em casa. E se a idéia é se tornar, além de um equipamento, um enfeite decorativo, tem gente que acha que dá para ir um passo além.

Assim como no ano passado, o Campus Party 2010 tem uma área reservada para o “Modding”: uma tribo dedicada a transformar computadores em verdadeiras obras de arte. E com uma criatividade que chega até a, literamente, assustar.

O “Kratos”, ícone do game God of War e criado pelo baiano Maciel Barreto levou 3 meses para ficar pronto e precisou de um investimento de R$ 10.000,00 para tomar forma. Já o “Dragão”, assinado pelo gaúcho Alexandre, quase não veio ao Campus Party esse ano por causa de uma fonte queimada. Ainda em fase de construção, ele terá boca móvel, iluminação especial e vai soltar fumaça pelo nariz (!). Sua idéia é produzir em série para vender. E com preço camarada: entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil. Por fim, Omar, um fã inveterado de Lost, resolveu homenagear sua série favorita com uma réplica do logo Dharma. Um projeto, aliás, que você já viu de relance aqui no blog. Este último foi o que deu mais trabalho: levou 5 meses para ficar pronto.

Além das formas, luzes e sons, o que chama a atenção em todos eles é a atenção aos detalhes e o cuidado com o acabamento, que transformam esses computadores em verdadeiros objetos únicos no mundo.

Já pensou se a moda pega? Haja espaço na escrivaninha.

Gambiarras 2.0

27/01/2010 by

Quem nunca colocou um pedaço de bombril na antena da TV para aumentar o sinal? Pois bem, por cá encontramos o mesmo princípio: a gambiarra.

Para melhorar o sinal de recepção e emissão dos roteadores, muitas pessoas – através de dicas de internet dos engenheiros eletrônicos do MIT (ou seja, gente altamente qualificada) – adapta latas de pringles com pedaços de fio de cobre e receptores simples.

Quanto custa? Uns R$10,00, e você ainda ganha umas batatas…

Lugar de ações criativas.

27/01/2010 by

Pois bem. 1 mês antes de começar o evento pipocam briefings em diversas agências: criar ação para a marca “fulana” no Campus Party Brasil…

Daí, sabe deus por quais caminhos tortuosos, surge uma idéia: um dirigível de controle remoto. Uma ação que deve ser tão bacana, mas tão bacana, que 2 marcas resolvem fazer, no mesmo evento, ao mesmo tempo.

Levanta a mão quem fez primeiro! hehehe

E a Campus Party parou!

27/01/2010 by

Não literalmente. Mas não houve uma única pessoa aqui que não olhasse, durante 5 minutos, para o telão do palco principal, que acompanha em live stream, há 30 minutos, a apresentação do Steve Jobs.

Durante as últimas semanas muito se falou sobre o novo lançamento da Apple. E os rumores estavam certos: um tablet, entrando na onda do Kindle e de tantos outros do mercado.

Em outras palavras, um iPod Touch grandão. Vamos ver se pega, né?

O que ele faz? Com a ajuda de uma internet wi-fi, ele vê e-mails, navega na internet, assiste vídeos, livros, música, fotos, calendário, agenda, mapas, aplicativos… tudo com o Jobs sentado em um sofá, para mostrar a praticidade e conforto do gadget.

A apresentação – simples e impactante como sempre – utilizou o seguinte recurso: o que estaria, qual gadget caberia entre o iPhone (e seua praticidade) e o computador (e seus recursos). A resposta dele, claro, iPad.

Algumas fotos aqui. Mais, digite no Google dentro de alguns minutos…

Ah, e se alguém quiser me dar um de presente eu aceito!

Direitos Autorais

27/01/2010 by

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A exemplo do que já aconteceu o ano passado – e que envolve qualquer pauta relativa à obras na internet – um dos assuntos mais discutidos e de debates mais acalorados no Campus Party: direitos autorais.

Do último ano pra cá, pouca coisa andou no Brasil. The Pirate Bay continua em guerra com a justiça – e no ar, Lula (ao lado do Peter Sunde, do The Pirate Bay) afrontou a Lei Azeredo (e quase a invabilizou no país) e ninguém sabe, ao certo, o que fazer com os direitos autorais.

Advogados e empresários defendem que a quebra de direitos autorais na internet inviabiliza o mundo dos negócios, e que é o retorno financeiro o principal estímulo para o desenvolvimento científico e artístico. Por outro, a digitalização e globalização alterou a forma de consumir conteúdo, e o caminho fica muito próximo da perda de liberdade individual, censura, e inviabiliza o consumo pelos mais pobres.

Neste momento, Túlio Lima Vianna (professor de direito penal da UFMG), Márcio Gonçalves (ex-Diretor Regional anti-pirataria da MPAA) e Thiago Novaes (Descentro) discutem, no Campus Fórum, os caminhos e alternativas viáveis para a troca de arquivos P2P, uma das principais formas de troca de arquivos digitais e uma das principais dificuldades para a legislação no setor.

Todos sabem que nenhum consenso vai ser alcançado ainda neste Campus Party. Mas a discussão alimenta, com alternativas e pontos de vista, o debate que deverá nos próximos anos alcançar dimensões mundiais.

Scott Goodstein – Redes Sociais e Mobile Marketing

27/01/2010 by

Há pouco terminou por aqui umas das palestras mais esperadas. Scott Goodstein, um dos responsáveis pela campanha política do Obama na web.

Em pouco menos de meia hora de palestra, Goodstein não abordou nenhum tema fora da cartilha de “publicidade na internet”. Meia hora de clichês, em tópicos, abaixo:

Em primeiro lugar, começou com o “porquê” utilizar mídias alternativas e internet. Se por um lado as mídias tradicionais estão na UTI, com seu público cada vez menor e mais disperso, por outro há uma expansão sem prescedentes de conteúdo e possibilidade de escolhas para o consumidor. Cada vez mais pessoas estão em diferentes redes. E é preciso estar onde as pessoas estão, e não esperar que elas venham até você. Por isso a decisão de experimentar uma campanha política com força tão grande na web.

Mas não basta estar na web. Tudo tem que estar integrado. TV, web, impressos, e cada discurso do candidato (ou de uma marca) tem que se complementar, falar e ter a mesma cara para compor uma mensagem única, eficaz e consistente. Por isso a campanha do Obama foi diferente. Os responsáveis por cada área de campanha discutiam, juntos, os passos de todas as outras áreas, atentos, inclusive, as possibilidades de interação entre as ações.

Mas quem acha que tudo era parte de uma grande conspiração ou estratégias bastante embasadas, se engana. Mídias sociais ainda são bastante novatas, e muito pouco se sabe – ou se pode prever – sobre o comportamento do consumidor perante uma mensagem. E aqui uma das principais lições da campanha: “Não tenha medo de experimentar! E de mudar, se necessário”.

Assim foi com o Twitter – uma das frentes mais aclamadas da campanha de Obama. Eles entraram no Twitter ainda quando poucos sabiam o que era. E por sua rapidez, poder de viralização e capacidade multimídia, o perfil do Obama explodiu, com milhões de seguidores. Mas muita coisa também não deu certo. Download de conteúdo de vídeo pelo celular, por causa de seu alto custo, mostrou-se inviável logo após sua implantação, e foi retirado da campanha.

Mas pra que tudo isso? A possibilidade de integração dos consumidores através das mídias sociais faz o eleitor – neste caso – parte da mensagem. Coloca o eleitor ao lado do candidato, engajado e validando cada mensagem disparada por ele. Até mesmo seus cachorros de estimação faziam parte da campanha – “PETS FOR OBAMA!”.

E mais. além de engajar os eleitores, estes meios catalisam doações para a campanha, uma vez que é muito mais simples fazê-la e que seus valores podem ser cada vez menores – já que serão multiplicadas por milhares de eleitores.

Desta forma, a campanha – ou qualquer ação – tradicional pode se potencializar e atingir o mundo inteiro. Mas nunca sem se esquecer: é preciso que o conteúdo seja relevante, afinal, uma mídia social será sempre apenas mais um meio de comunicação.

Lost, dia 2 de fevereiro

27/01/2010 by

Só para constar, umas das maiores fixações dos geeks do mundo inteiro.

Quem somos nós?

26/01/2010 by

É hora de se apresentar. Durante esta semana, nós, 5 profissionais da equipe da Mix Brand Experience, estaremos aqui, atrás de conteúdo e informação para compartilhar com todos.

Pois bem, cá estamos. Da esquerda para direita (na ordem da foto): Rogério Colantuono (planner), Bruno Brasileiro (redator), Daniel Barreal (diretor de arte), Felipe Munhoz (diretor de arte) e Carolina Bueno (planner).

Muito prazer.

Novidades no CP

26/01/2010 by

Bom, esse ano tem algumas coisas diferentes que fizeram MUITA diferença.

Primeiro, a disposição das mesas e cadeiras mudou bastante. Agora, além das bancadas (e agora parece ter muito mais bancadas que ano passado) também há pufes e sofás espalhados em todos os lugares, e são muito bem aproveitados por todos.

No ano passado o evento era dividido em oito áreas. Este ano são só 4: Criatividade (que envolve blogs, fotogafia e design digital), ciência (modding e robótica), inovação (desenvolvimento e software livre) e entretenimento digital (games e simulação).

Embora possa parecer uma mudança insignificante, as áreas agora permitem uma “clusterização” do evento, já que cada participante fica no seu canto. Sinceramente, eu prefiro uma mistura mais generalizada…

Hoje, quando cheguei, a área que estava bombando era a de criatividade, no palco de blogs. Cheio de blogueiros e publicitários. Nas outras áreas as palestraas ainda não tinham começado, então o pessoal estava mais ocupado conversando ou jogando, o que também é muito legal!

De volta ao Campus Party

26/01/2010 by

É incrível como a aura desse evento é empolgante.

Cheguei hoje, terça-feira, primeiro dia de atividades (ontem, feriado de são paulo, foi de chegada dos campuseiros, credenciamento e integração) às 9h30 e não parava de chegar gente na fila do credenciamento, todos com suas malas e computadores. A fila e o credenciamento demoraram consideravelmente, cerca de 1 hora, mas foi bem organizada e assessorada pelos seguranças.

Mas foi quando finalmente consegui pegar minha credencial e adentrar a arena que bateu aquela mesma empolgação do ano passado. É contagiante ver tanta gente de tantos lugares diferentes compartilhando o mesmo espaço e interesses em comum.

Saí pelo espaço “sondando” as novidades e fiz algumas observações que colocarei nos próximos posts.

É isso aí, começamos nossa segunda visita no Campus Party Brasil! :D

Isso é Brand Experience

25/01/2009 by

 

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Lá atrás, quando surgiu a idéia de acompanhar de perto o Campus Party 2009,  o intuito era fazer a cobertura do maior evento de Internet do mundo de uma forma nova e exclusiva, trazendo para a agência (e quem mais quisesse ver o blog) as últimas novidades e tendências de tecnologia, web e informática. Mas, com o passar dos dias, entramos no clima e percebemos que a maior atração deste mega-encontro não são os computadores, mas sim as pessoas.

No começo, as nossas atenções eram chamadas pelas grandes novidades que víamos sobre as bancadas: CPUs gigantes, “tunadas”, com luzes, enfeites e os mais variados formatos; robôs que falam, se mexem, andam e tocam músicas; estações que simulavam a cabine de um avião quase que em escala natural; e, claro, um servidor gigante para manter viva a tão espetacular banda larga de 10Gb.

Mas dia vai, dia vem, e essas grandes inovações tecnológicas foram, aos nossos olhos, perdendo a surpresa e a atratividade para um outro detalhe muito importante do evento, mas que, a princípio, passou desapercebido: os campuseiros. São pessoas de todas as raças, origens e idades, juntas sob um mesmo teto e ligadas por um mesmo fio condutor: a vontade de compartilhar o que sabem e aprender com os outros.

Aqui, os uploads e downloads são de conhecimento e de experiências. Detalhe: do lado de fora dos PCs.
Mais que baixar músicas, vídeos ou jogar on-line, os participantes vieram fazer amigos, conhecer de perto colegas que antes eram apenas um nickname na tela e poder ter um contato real com tudo isso. E, nestes 7 dias, a Internet, famosa por “afastar” as pessoas e cada vez mais minar o contato social, fez exatamente o contrário.

Nós deixamos aqui uma certeza: o Campus Party, o maior evento da Internet mundial, não é um evento de computadores. É um evento de pessoas.

E isso é o que entendemos por Brand Experience.

Muito obrigado a quem nos acompanhou durante essa empreitada.
E aguardem, que vem mais por aí.

Um grande abraço,
Bruno, Felipe e Rogério.

O que você leva do Campus Party?

25/01/2009 by

Segunda-feira, malas e computadores. Domingo, abraços e despedidas.

Aqui você chega como um “nickname” e sai como alguém diferente.

O que cada um leva do Campus Party?

Mix também faz as malas

25/01/2009 by

Só pra vocês terem uma idéia. Sabe aquela barraca laranja que comportou a gente essa semana?

Um barraca grande o suficiente para comportar este diretor de arte que lhes escreve (1,90m)?

Depois de muito sufoco, dobrar e desdobrar 500 vezes, olha o que virou (cabe dentro da mala):

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Campus Party: um lugar feito de pessoas

25/01/2009 by

História rápida, mas que mostra um pouco do espírito da Campus Party.

Agora pouco li o blog da jornalista Vanessa Nunes (do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre). Ela acompanhou os 2 anos do evento, e relata uma história que viveu este ano.

Ela não trouxe cobertor ou edredom para o evento. Tudo bem, porque no começo da semana o local estava um ‘forno’, literalmente. Só que na terça choveu, e esfriou muito (coisas de São Paulo).

Durante o dia ela conheceu muita gente, e foi adicionando no Twitter. Antes de dormir, tremendo de frio, twitou, brincando que iria morrer congelada na barraca.

Pois bem, 5 minutos depois, uma campuseira que ela havia conhecido a tarde e adicionado no Twitter leu o post e foi até a barraca da Vanessa pra emprestar um dos dois edredons que havia trazido.

Depois de uma semana inteira e muitas outras experiências e histórias posso dizer que o que mais tem aqui (com o perdão do trocadilho) é, realmente, calor humano.

Malas

25/01/2009 by

Se ontem o clima de despedida já era grande, hoje é total. Muita gente partiu ontem à noite (principalmente o pessoal de outros estados, que vai enfrentar ainda 1 dia de viagem pela frente), mas hoje todo mundo tem que ir embora mesmo.

A internet vai só até às 14h.

Tem ainda quem aproveite pra fazer aquele download de última hora. Porém, desde quinta-feira a segurança aqui está redobrada (‘sumiram’ dois notebooks), e agora para entrar e sair tanto da Arena quanto da área de Camping todas as malas e bolsas são revistadas, todos os equipamentos conferidos com o número do crachá e o resultado não poderia ser diferente: filas!.

As filas ficaram por toda a noite e hoje de manhã são enormes. Tudo para manter a segurança no último dia.

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Mais impressões

24/01/2009 by

Você está ali, no Campus Party, curtindo suas férias e os 10Gbs. Acorda numa bela manhã, sai de sua barraca e o vizinho é um índio, que está se pintando.

Vá se acostumando. Você está no Campus Party.

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Impressões

24/01/2009 by

As ‘férias’ aqui no Campus Party vão avançando e, com isso, as necessidades vão surgindo.

Nada melhor que a boa e velha gambiarra…

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Números

24/01/2009 by

Para quem interesse, os números oficiais da feira.

Total de inscritos: 6.513

Homens: 4.449 (68,3%)

Mulheres: 2.064 (31,7%)

 

Menores de 18 anos – 5,5%

De 18 a 24 anos – 36,3 %

De 24 a 30 anos – 30.5%

De 30 a 40 anos – 19,8%

De 40 a 50 anos – 5,8%

Acima de 50 anos – 1,8 %

Música no Campus Party

24/01/2009 by

Dá pra perceber que uma boa parte do que é compartilhado aqui é música.

E fora das HDs dos computadores não é diferente. Aqui vai um apanhado de diversas manifestações musicais no Campus Party.

Lost! 5ª temporada.

24/01/2009 by

Um dos arquivos mais baixados – senão o mais baixado – foi o primeiro episódio da 5ª temporada de Lost! (Eu também quero).

Teve até quem assistisse em tempo real direto da ABC.

Inclusão Digital no Campus Party

24/01/2009 by

Durante toda a semana rolou a “Inclusão Digital 1.0 e 2.0″ no Campus Party.

É o que o pessoal chama aqui de Batismo Digital. Monitores, voluntários, que guiam pessoas que nunca utilizaram (ou conhecem pouco) a internet para que dêem seus primeiros passos na rede (como você pode conferir no vídeo acima).

Depois de conversar com o Raul, responsável pela área, observamos coisas interessantes:

Em cada um dos 6 dias mais de 800 pessoas passaram pela área (quase 5000 pessoas). Destas, em torno de 120 apenas nunca tinham utilizado um computador (e recebeu seu batismo digital) e a grande maioria dos iniciados eram da terceira idade.

Muitas escolas trouxeram seus alunos aqui e a difusão das Lan Houses, e-mails e mídias sociais, de certa forma, foi a grande responsável pela inserção destas pessoas na web.

Tanto que, ao perceber isso, houve uma drástica mudança na área. Ao invés de abordar apenas ‘leigos’ no assunto, os responsáveis organizaram palestras sobre assuntos e técnicas específicas, de acordo com o feedback dos participantes da área.

Confesso que esperava dados diferentes. Me surpreendeu ver o número de pessoas que – mesmo sem computador em casa – estão de uma ou outra forma inseridas na web.

O que é o Campus Party?

24/01/2009 by

Semana passada, preparando as malas, todo mundo me perguntou isso. O que esse tal de CAMPUS PARTY? Depois de explicar, a réplica: “AH, MAS ISSO É COISA DE GEEK!”.

Cada um pode ser o que quiser. Pode ser geek ou ter qualquer outro rótulo ou tribo. Porque o que você encontra aqui não Campus Party não são rótulos. São pessoas, com diversos objetivos diferentes onde – de alguma maneira – estão ligados pela tecnologia.

Uma semana andando, conhecendo, abrindo a cabeça, e eis que o Campus Party se torna algo muito mais que isso.

Andando por aqui você encontra o pessoal da “Simulação”, por exemplo. Jogos de avião, carro e helicóptero, táticas de guerra e esquadrões. Todos levando muito a sério cada missão de jogo. Mais que uma simples diversão, com certeza.

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20 metros pro lado e o universo se transforma. Ali está a área de música. Estranhamente você não vai encontrar instrumentos, mas sim softwares de edição e emulação de instrumentos. Ouvi uma palestra sobre criação de jingles em publicidade também.

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Vizinhos dos músicos são os fotógrafos. O tema de fotografia digital com certeza já é lugar-comum há alguns anos. Porém a pauta que estava em discussão nas palestras dessa semana foi o “lixo digital”. O que você tira de foto? Pra que? O que fazer com fotos ruins? Dá pra reaproveitar, fazer arte, ou ou melhor é deletar?

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Outra tribo: a galera do vídeo e do design. Acho que pelo baixo número de adeptos a produção do evento achou melhor juntar os dois. Na minha opinião? Com isso transformaram no ‘espaço’ mais ‘sem-identidade’ do Campus Party. Mas rolou: desde vídeo arte e estudo de tipologia.

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Outra tribo: GAMERS! Como já havia postado antes acho que é a maior tribo daqui. Isso porque os games são uma unanimidade entre todas as tribos. Mas óbvio que há aqueles que se dedicam mais. A ‘vedete’ do momento? Guitar Hero (o pessoal tem até banda formada)!

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Mais um passo e você cai na área dos blogs. Seguramente a área que mais carece de definição, e você pode perceber isso pelas conversas e temas das palestras: Pra que serve um blogueiro? E as mídias sociais? Blogar por dinheiro é correto? Mas “eu não sou um jornalista?” ou “Sou?”.

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Há um canto com um pouco menos de luminosidade, onde ficam os MODDINGS. Ali é a festa dos jornalistas e repórteres. Tanta tendência, tanta discussão acontecendo e tem jornalista achando que o Campus Party se resume a computadores coloridos. Há tempo: Modding é uma arte sim (tente fazer um e verá!), é incrível. Ali está emblematicamente a tendência de ‘personalização’ que há no mundo todo (adesivos nos computadores, cores, nomes..).

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Perto destes estão o pessoal do Software Livre, Open Source, e seu tão estimado Pingüim.

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O pessoal que está preocupado com a legislação e nossos direitos na internet. Encontrei advogados, representantes do governo e muitos outros. A discussão do momento é a “Lei Azevedo” e suas implicações sobre crimes cibernéticos ou liberdade vigiada na rede.

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Os programadores e pessoal de desenvolvimento (aqueles que, invariavalmente, estão por trás de todas as outras áreas). E mais uma vez o Pingüim é aplaudido…

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Pessoal da elétrica.

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Campeonatos de Robótica. Incrível ver a quantidade de pessoas assistindo palestras técnicas e teorias bastante avançadas em inteligência artificial.

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E até mesmo quem nunca usou um computador na vida.

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Na verdade fico com um pouco de receio de colocar este post e parecer que está tudo rotulado e resumido aqui. Muito pelo contrário. Aqui você encontra muito mais que isso. Palavras como streetdance, indíos, pôker, culinária, não são raras não. Além de uma quantidade sem fim de música, filme e vídeos assistidos e ouvidos nesses 7 dias.

E pra quem pensa que cada qual tem sua área, errou. É tudo junto, misturado, tudo uma coisa só, com o maior respeito possível. Porque o que vale aqui é conhecer e compartilhar.

Então, o que é a Campus Party? É uma internet gigantesca? A internet de 10Gb é pura desculpa pra’ estar junto’. Acho que é um grande encontro de Tudo – sempre ligado à tecnologia.

E se Campus Party é uma feira de Geeks? Acho que elas estavam certas, desde o primeiro dia…

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Campus Party: aqui você encontra de tudo.

24/01/2009 by

E começa o último dia

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É verdade. Pela agenda do evento o Campus Party vai até amanhã. Mas o conteúdo mesmo acaba hoje. Muitas barracas estão sendo desmontadas e – a não ser que ainda seja muito cedo – a Arena está completamente vazia. São poucos gatos pingados que estão aqui, de pé, usando a internet.

Aqueles que tiveram essa coragem precisaram de muuuuita energia pra conseguir se manter acordado.

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De resto, o clima é meio de despedida. Vamos ver se até a hora do almoço o pessoal acorda e aproveita o último dia!

Compartilhamento

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Depois de um dia lotado e cheio de atividades, quando chega umas 21hs os participantes começam a “sossegar”, e ficam menos elétricos. É nesse momento que dá pra perceber mais claramente uma das características mais marcantes e que muitos campuseiros disseram ser o que mais buscam no evento, o compartilhamento de informações e experiências.

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Pessoas X Link 2

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Durante todo o dia acompanhei a telinha ao lado do servidor e estranhamente não houve nenhuma mudança proporcional no uso da banda. Será que o monitor ficou congelado desde manhã? O que importa é que o experimento não deu certo…!

Orelhão livre!

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Aqui na arena tem um orelhão gratuito que é livre para todos usarem.

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Usando a tecnologia Voip (voice over IP – a mesma do Skype), todos podem fazer ligações para qualquer lugar do mundo! A única restrição é que AINDA não podem ser feitas ligações para celulares, mas já tem um pessoal se organizando e fazendo um leilão de camisetas para bancar ligações gratuitas para fixos e móveis de todo o mundo…

A todo vapor

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AGORA SIM a arena está cheia, impressionante a quantidade de pessoas, e a tendência é aumentar com o fim do horário comercial!

Protesto no CP!

23/01/2009 by

Aconteceu agora ha pouco um debate muito tenso sobre cibercrimes e legislação digital aqui na área de Software Livre.

Metade da bancada defendeu um projeto de lei que tem como objetivo regular a utilização dos equipamentos e do ambiente digital, enquanto a outra metade contradizia a lei com argumentos de que era restritiva e contra a liberdade na Internet.

Devido à delicadeza do assunto é compreensivel que a área estivesse LOTADA. Com certeza foi uma das atividades mais cheias de todo o evento, mas o que chamou mais atenção foi o clima “anti-ditadura” que tomou conta do pessoal, que protestou com faixas, placas, maquiagem e até megafones contra o lado da bancada que apoiava o projeto de lei.

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Papel que foi distribuído entre os espectadores organizando um protesto

Idealismo

23/01/2009 by

Idealismo é uma característica muito forte dos Campuseiros, como falei no post anterior sobre os donos de Lan House, que enxergam seu papel quase como uma missão de popularizar o acesso à Internet.

Também se percebe uma forte dose de idealismo em outros grupos, “tribos”, ou sei lá como chamá-los,  como a do Software Livre que o Felipe falou anteriormente, e o pessoal de robótica, que mostram com euforia vídeos e tecnologias de construção de equipamentos surpreendentes.

É engraçado que o clima jovem, imersivo e co-participativo de um evento com tantas pessoas faz parecer que é aqui que as coisas acontecem e é aqui o ponto de mudança de tudo.

Quando abriu o evento, o próprio diretor geral do Campus Party disse em seu discurso que a solução para a atual crise econômica e para todas as crises do mundo era a inovação, a criatividade, o empreendedorismo. E que são pessoas como os campuseiros que possuem todo o potencial para construir essa solução.

Chegou até a dizer a máxima “A Solução para a crise é o Campus Party”, sendo seguido por urros de euforia por parte de todos os presentes.

Agora ha pouco tive contato com mais pessoas contagiadas por este sentimento. Conversei com um grupo com chapéus de palha e cuja bancada era muito diferente, com vasos de plantas iluminadas por incubadeiras para entender o que estavam fazendo aqui e o que esperavam do evento.

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O grupo é composto por 20 pessoas que fazem parte de uma grande rede nacional de mini-ONGs locais que realiza trabalhos ecoconscientes e sociais em centenas de cidades do brasil e que se organiza e troca experiências, idéias e sugestões através da Internet.

Segundo um integrante do grupo, estão aqui para as atividades da área Campus Verde, que discute assuntos ligados a sustentabilidade e tecnologias verdes, mas também para despertar nos campuseiros a consciência de equilíbrio. E disse que sem a Internet, toda a organização deles não existiria, e que é essa integração entre a tecnologia e a busca humana pelo equilíbrio o caminho para uma sociedade melhor.

Para dar uma olhada no “capítulo” de São Paulo, entre no site flecha de luz

Lan Houses e a Inclusão Digital

23/01/2009 by

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Acabei de conversar com duas pessoas e descobri umas coisas muito interessantes.

O CP deste ano tem uma área chamada de Inclusão Digital, que discute a chegada da Internet e da informática para todo o Brasil e para todos os brasileiros.

E o que poucas pessoas sabem é que um tipo de estabelecimento acabou se tornando o responsável por “formar” milhões de jovens em assuntos de tecnologia: As Lan Houses.

Esses caras que conheci há pouco são donos de Lan Houses, um de Manaus, um da Bahia. Orgulhosos, eles contaram como fizeram a diferença na vida de algumas pessoas de suas cidades, como muitos jovens chegaram na lan house pela primeira vez sem não saber mexer em um computador e hoje, anos depois, “entendem tudo de Internet”.

Segundo eles, nos últimos 5 anos o número de pessoas que usam as Lan Houses para se conectar mais que dobrou e representa hoje mais de 20% do acesso à Internet. Por isso elas acabaram se tornando um dos maiores veículos de Inclusão digital no Brasl, fato que ganhou notoriedade após uma série de matérias do Fantástico no quadro Central da Periferia, que exibiu os ambientes das lan houses.

Estas empresas tem se organizado e aqui no CP deste ano está ocorrendo um Encontro Nacional de Lan Houses, ou CIDs (centros de inclusão digital), como preferem ser chamados para não serem associados à imagem negativa que o nome Lan House adquiriu nos últimos anos.

Neste encontro também estão presentes representantes do Sebrae e do governo federal, discutindo e realizando pesquisas para encontrar maneiras de fomentar o setor e utilizá-lo nos projetos de Inclusão Digital.

Conversando com estes donos das Lan Houses percebe-se bastante orgulho e idealismo de fazerem parte do que eles chamam de uma revolução que já aconteceu, ou está acontecendo, que é a popularização da Internet.

 

Blog colaborativo

23/01/2009 by

Aqui na área de blogs tem um projetor que é um agregador de tudo que é postado na Internet sobre o Campus Party no Twitter.

Sempre que alguém digita #cparty no post, aparece aqui! Assim todos os frequentadores constróem um grande blog colaborativo sobre o evento!

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Descansar, sim, parar, jamais!

23/01/2009 by

A galera daqui comenta que ficar tantos dias “plugado” é quase uma maratona, e como todos precisam descansar mas não querem perder nenhum minuto da festa acabamos vendo algumas pessoas descansando nos lugares maneiras mais inusitadas…

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Pessoas x Link

23/01/2009 by

No quinto dia, e começo de final de semana, é natural que a coisa comece aos poucos. A partir das 11hs as bancadas e palestras começaram a encher.

Vou fazer uma experiência: Os campuseiros estavam usando em média, às 10:40, 8% do link de 10GB: 

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Quando estivermos no final da tarde faço mais uma visita no servidor e comparo com o volume de pessoas na arena e o que eles estão acessando!

Uma olhadinha no Orkut…

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Circulando pelas bancadas dá pra perceber o que o pessoal costuma fazer nas horas vagas, e é algo que qualquer um consegue adivinhar: Orkut, twitter, sites de foto, assistem filmes e, claro, jogos.

Uma coisa que eu já tinha reparado na segunda feira e que pude reforçar hoje é o quantidade de pessoas assistindo animes, os desenhos animados japoneses!

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Mais uploads do que downloads

23/01/2009 by

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Na quarta-feira soltei a informação no Twitter de que estava rolando mais uploads do que downloads aqui no Campus Party (apesar da banda de uploads ter só 20% do tamanho da banda de downloads).

Rodei atrás do porquê e consegui a explicação.

Acontece que há um P2P interno do Campus Party. Isto é, um programa de compartilhamento de arquivos (um grande depósito de arquivos) onde o pessoal lá dentro fica trocando Gigas e Gigas de tralhas.

Para se ter uma idéia, nos momentos de pico esse P2P chegou a ter quase 20Tb de dados, pra qualquer um baixar de graça (Não precisa nem falar que o que mais rola são os piratas – totalmente desprovidos de controle). E você encontra de tudo: programas, jogos, seriados, programas de TV, pornografia, shows, música, o que você quiser. O mais recente é o primeiro episódio da 5º temporada de Lost! (Eu também quero ver!).

Para desfrutar desse benefício é fácil. Basta o campuseiro baixar um programinha P2P, cadastrar-se e disponibilizar 5Gb para compartilhamento.

Essa imensa troca de arquivos explica o porquê a quantidade de uploads têm superado a quantidade de downloads aqui no CP.

(Agora, com licença, mas vou baixar algumas coisinhas…)

CP acordando devagar…

23/01/2009 by

Esse quinto dia de Campus Party começou preguiçoso. Quase dez horas da manhã e diversas áreas ainda estão vazias, porque o pessoal da área de barracas ainda está arrumando aquele ânimo pra acordar. Circulando pelos corredores de barracas os comentários que eu mais ouvi foram do tipo “Fiquei acordado até as 6h00!”

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Amigos, computadores, banda larguíssima larguíssima e não ter que acordar cedo no outro dia pra trabalhar. Pra mim parece ótimo! ;)

Uma outra novidade, mas nada legal: A segurança hoje aqui está ferrenha. Ninguém entra ou sai da área de barracas sem ter a mala revistada e seguranças circulam pelas bancadas com a maior atenção. Uma segurança me disse que é porque ontem sumiram dois notebooks e dois celulares, além de alguns equipamentos menores como mouses.

Uma característica dos frequentadores é muitas vezes deixar seu equipamento sobre as mesas sem nenhuma supervisão, até porque quando se tem muito equipamento não tem muito o que se possa fazer.

 A gente entra num ambiente desses e é contagiado pelo clima de liberdade, festividade e companheirismo e acaba esquecendo que estamos no mundo real…

 

Update: ouvi dizer que ontem a noite os seguranças estavam cheirando as bebidas das pessoas pra ver se tinha alcool (proibido aqui) e que estão se preparando para receber um número muito maior de campuseiros nesta sexta e sábado…

Rapidinhas do dia…

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Jogos, palestras, campeonatos de games, downloads… Pra aguentar, só com muita energia mesmo.

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No meio de tanta tecnologia, alguém vendendo Bijouteria.

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Quem está no Campus Party?

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É incrível a diversidade de pessoas aqui no evento. Diferentes idades, interesses, culturas, origens…
Dando uma volta pela arena, entrevistei 4 pessoas de perfis bem distintos, cada um com um motivo para estar no Campus Party.

Hélder Maurício veio de Campinas, e foi um dos primeiros campuseiros a se instalar por aqui. É Programador e Projetista de Jogos, tem seu próprio blog e um nickname (ou “nome de guerra”) pelo qual é identificado no mundo virtual: “Speeder“.

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Veio ao Campus Party para encontrar, re-encontrar e conhecer pessoas que, como ele, também desenvolvem games e programas de computação. Para ele, a oportunidade de trocar infomações com gente do ramo é de alto valor.

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O que mais gostou até agora foi um debate organizado pela Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos com 4 dos principais nomes da área no país. “Aprendi bastante coisa nova”, diz Hélder.

Os novos contatos – e amigos – são o mais importante que ele levará do Campus Party 2009.
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Taís de Jesus faz parte da Entidade Casa dos Meninos de São Paulo, e apesar de não estar acampada, veio ao evento todos os dias. O que mais gostou daqui foi o espírito de união e integração dos campuseiros. “Parece uma grande família, todo mundo se ajuda e parece que se conhece há muito tempo.”

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Ela veio ao Campus Party para conhecer as novas tecnologias e os avanços da informática. E vai levar consigo esse conhecimento.

“Aqui tudo acontece ao mesmo tempo. Novas tecnologias, novos conhecimentos. Coisas que a gente não tem acesso. E é difícil encontrar isso tudo junto, no mesmo lugar.”
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Pedro Mariutti tem apenas 12 anos, mas já está no seu segundo Campus Party. De férias escolares, veio aproveitar com o pai e um primo poucos anos mais velho.

Perguntei a ele se preferia estar aqui, na praia ou viajando com os amigos. A resposta foi direta.
“Aqui. Eu amo computadores.”

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O principal motivo de ter vindo ao evento foi a banda larga de 10Gb. Além dos vários downloads que faz durante o dia, Pedro também tira um descanso na barraca onde está acampado e vai às palestras.

“A que mais gostei foi uma que ensinava a fazer Blog. Eu já tenho um, e agora vou poder deixar ele bem mais legal com as coisas que aprendi.”
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Daniela Valentim é WebDesigner, veio todos os dias mas também não está acampada. O principal motivo de ter vindo ao Campus Party foi a palestra de Tim Berners-Lee, criador da Internet.

Além disso, o que mais gostou daqui foi a possibilidade de compartilhar conhecimentos com outros campuseiros – da sua área ou não.

Mas fez questão de fazer uma reclamação: “O processo para entrar e fazer o cadastramento é muito desorganizado. Você espera muito tempo, e eles não controlam se as pessoas furam a fila.”
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O Campus Party é, sem dúvida, um evento de vários atrativos e atrações. E uma delas com certeza é a diversidade de pessoas, cada um com um motivo para estar aqui. Mas todos parecem ter um mesmo objetivo em comum: se divertir.


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