Isso é Brand Experience

25/01/2009 por Felipe Munhoz

 

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Lá atrás, quando surgiu a idéia de acompanhar de perto o Campus Party 2009,  o intuito era fazer a cobertura do maior evento de Internet do mundo de uma forma nova e exclusiva, trazendo para a agência (e quem mais quisesse ver o blog) as últimas novidades e tendências de tecnologia, web e informática. Mas, com o passar dos dias, entramos no clima e percebemos que a maior atração deste mega-encontro não são os computadores, mas sim as pessoas.

No começo, as nossas atenções eram chamadas pelas grandes novidades que víamos sobre as bancadas: CPUs gigantes, “tunadas”, com luzes, enfeites e os mais variados formatos; robôs que falam, se mexem, andam e tocam músicas; estações que simulavam a cabine de um avião quase que em escala natural; e, claro, um servidor gigante para manter viva a tão espetacular banda larga de 10Gb.

Mas dia vai, dia vem, e essas grandes inovações tecnológicas foram, aos nossos olhos, perdendo a surpresa e a atratividade para um outro detalhe muito importante do evento, mas que, a princípio, passou desapercebido: os campuseiros. São pessoas de todas as raças, origens e idades, juntas sob um mesmo teto e ligadas por um mesmo fio condutor: a vontade de compartilhar o que sabem e aprender com os outros.

Aqui, os uploads e downloads são de conhecimento e de experiências. Detalhe: do lado de fora dos PCs.
Mais que baixar músicas, vídeos ou jogar on-line, os participantes vieram fazer amigos, conhecer de perto colegas que antes eram apenas um nickname na tela e poder ter um contato real com tudo isso. E, nestes 7 dias, a Internet, famosa por “afastar” as pessoas e cada vez mais minar o contato social, fez exatamente o contrário.

Nós deixamos aqui uma certeza: o Campus Party, o maior evento da Internet mundial, não é um evento de computadores. É um evento de pessoas.

E isso é o que entendemos por Brand Experience.

Muito obrigado a quem nos acompanhou durante essa empreitada.
E aguardem, que vem mais por aí.

Um grande abraço,
Bruno, Felipe e Rogério.

O que você leva do Campus Party?

25/01/2009 por Felipe Munhoz

Segunda-feira, malas e computadores. Domingo, abraços e despedidas.

Aqui você chega como um “nickname” e sai como alguém diferente.

O que cada um leva do Campus Party?

Mix também faz as malas

25/01/2009 por Felipe Munhoz

Só pra vocês terem uma idéia. Sabe aquela barraca laranja que comportou a gente essa semana?

Um barraca grande o suficiente para comportar este diretor de arte que lhes escreve (1,90m)?

Depois de muito sufoco, dobrar e desdobrar 500 vezes, olha o que virou (cabe dentro da mala):

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Campus Party: um lugar feito de pessoas

25/01/2009 por Felipe Munhoz

História rápida, mas que mostra um pouco do espírito da Campus Party.

Agora pouco li o blog da jornalista Vanessa Nunes (do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre). Ela acompanhou os 2 anos do evento, e relata uma história que viveu este ano.

Ela não trouxe cobertor ou edredom para o evento. Tudo bem, porque no começo da semana o local estava um ‘forno’, literalmente. Só que na terça choveu, e esfriou muito (coisas de São Paulo).

Durante o dia ela conheceu muita gente, e foi adicionando no Twitter. Antes de dormir, tremendo de frio, twitou, brincando que iria morrer congelada na barraca.

Pois bem, 5 minutos depois, uma campuseira que ela havia conhecido a tarde e adicionado no Twitter leu o post e foi até a barraca da Vanessa pra emprestar um dos dois edredons que havia trazido.

Depois de uma semana inteira e muitas outras experiências e histórias posso dizer que o que mais tem aqui (com o perdão do trocadilho) é, realmente, calor humano.

Malas

25/01/2009 por Felipe Munhoz

Se ontem o clima de despedida já era grande, hoje é total. Muita gente partiu ontem à noite (principalmente o pessoal de outros estados, que vai enfrentar ainda 1 dia de viagem pela frente), mas hoje todo mundo tem que ir embora mesmo.

A internet vai só até às 14h.

Tem ainda quem aproveite pra fazer aquele download de última hora. Porém, desde quinta-feira a segurança aqui está redobrada (’sumiram’ dois notebooks), e agora para entrar e sair tanto da Arena quanto da área de Camping todas as malas e bolsas são revistadas, todos os equipamentos conferidos com o número do crachá e o resultado não poderia ser diferente: filas!.

As filas ficaram por toda a noite e hoje de manhã são enormes. Tudo para manter a segurança no último dia.

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Mais impressões

24/01/2009 por Felipe Munhoz

Você está ali, no Campus Party, curtindo suas férias e os 10Gbs. Acorda numa bela manhã, sai de sua barraca e o vizinho é um índio, que está se pintando.

Vá se acostumando. Você está no Campus Party.

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Impressões

24/01/2009 por Felipe Munhoz

As ‘férias’ aqui no Campus Party vão avançando e, com isso, as necessidades vão surgindo.

Nada melhor que a boa e velha gambiarra…

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Números

24/01/2009 por Felipe Munhoz

Para quem interesse, os números oficiais da feira.

Total de inscritos: 6.513

Homens: 4.449 (68,3%)

Mulheres: 2.064 (31,7%)

 

Menores de 18 anos – 5,5%

De 18 a 24 anos – 36,3 %

De 24 a 30 anos – 30.5%

De 30 a 40 anos – 19,8%

De 40 a 50 anos – 5,8%

Acima de 50 anos – 1,8 %

Música no Campus Party

24/01/2009 por Felipe Munhoz

Dá pra perceber que uma boa parte do que é compartilhado aqui é música.

E fora das HDs dos computadores não é diferente. Aqui vai um apanhado de diversas manifestações musicais no Campus Party.

Lost! 5ª temporada.

24/01/2009 por Felipe Munhoz

Um dos arquivos mais baixados – senão o mais baixado – foi o primeiro episódio da 5ª temporada de Lost! (Eu também quero).

Teve até quem assistisse em tempo real direto da ABC.

Inclusão Digital no Campus Party

24/01/2009 por Felipe Munhoz

Durante toda a semana rolou a “Inclusão Digital 1.0 e 2.0″ no Campus Party.

É o que o pessoal chama aqui de Batismo Digital. Monitores, voluntários, que guiam pessoas que nunca utilizaram (ou conhecem pouco) a internet para que dêem seus primeiros passos na rede (como você pode conferir no vídeo acima).

Depois de conversar com o Raul, responsável pela área, observamos coisas interessantes:

Em cada um dos 6 dias mais de 800 pessoas passaram pela área (quase 5000 pessoas). Destas, em torno de 120 apenas nunca tinham utilizado um computador (e recebeu seu batismo digital) e a grande maioria dos iniciados eram da terceira idade.

Muitas escolas trouxeram seus alunos aqui e a difusão das Lan Houses, e-mails e mídias sociais, de certa forma, foi a grande responsável pela inserção destas pessoas na web.

Tanto que, ao perceber isso, houve uma drástica mudança na área. Ao invés de abordar apenas ‘leigos’ no assunto, os responsáveis organizaram palestras sobre assuntos e técnicas específicas, de acordo com o feedback dos participantes da área.

Confesso que esperava dados diferentes. Me surpreendeu ver o número de pessoas que – mesmo sem computador em casa – estão de uma ou outra forma inseridas na web.

O que é o Campus Party?

24/01/2009 por Felipe Munhoz

Semana passada, preparando as malas, todo mundo me perguntou isso. O que esse tal de CAMPUS PARTY? Depois de explicar, a réplica: “AH, MAS ISSO É COISA DE GEEK!”.

Cada um pode ser o que quiser. Pode ser geek ou ter qualquer outro rótulo ou tribo. Porque o que você encontra aqui não Campus Party não são rótulos. São pessoas, com diversos objetivos diferentes onde – de alguma maneira – estão ligados pela tecnologia.

Uma semana andando, conhecendo, abrindo a cabeça, e eis que o Campus Party se torna algo muito mais que isso.

Andando por aqui você encontra o pessoal da “Simulação”, por exemplo. Jogos de avião, carro e helicóptero, táticas de guerra e esquadrões. Todos levando muito a sério cada missão de jogo. Mais que uma simples diversão, com certeza.

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20 metros pro lado e o universo se transforma. Ali está a área de música. Estranhamente você não vai encontrar instrumentos, mas sim softwares de edição e emulação de instrumentos. Ouvi uma palestra sobre criação de jingles em publicidade também.

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Vizinhos dos músicos são os fotógrafos. O tema de fotografia digital com certeza já é lugar-comum há alguns anos. Porém a pauta que estava em discussão nas palestras dessa semana foi o “lixo digital”. O que você tira de foto? Pra que? O que fazer com fotos ruins? Dá pra reaproveitar, fazer arte, ou ou melhor é deletar?

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Outra tribo: a galera do vídeo e do design. Acho que pelo baixo número de adeptos a produção do evento achou melhor juntar os dois. Na minha opinião? Com isso transformaram no ‘espaço’ mais ’sem-identidade’ do Campus Party. Mas rolou: desde vídeo arte e estudo de tipologia.

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Outra tribo: GAMERS! Como já havia postado antes acho que é a maior tribo daqui. Isso porque os games são uma unanimidade entre todas as tribos. Mas óbvio que há aqueles que se dedicam mais. A ‘vedete’ do momento? Guitar Hero (o pessoal tem até banda formada)!

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Mais um passo e você cai na área dos blogs. Seguramente a área que mais carece de definição, e você pode perceber isso pelas conversas e temas das palestras: Pra que serve um blogueiro? E as mídias sociais? Blogar por dinheiro é correto? Mas “eu não sou um jornalista?” ou “Sou?”.

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Há um canto com um pouco menos de luminosidade, onde ficam os MODDINGS. Ali é a festa dos jornalistas e repórteres. Tanta tendência, tanta discussão acontecendo e tem jornalista achando que o Campus Party se resume a computadores coloridos. Há tempo: Modding é uma arte sim (tente fazer um e verá!), é incrível. Ali está emblematicamente a tendência de ‘personalização’ que há no mundo todo (adesivos nos computadores, cores, nomes..).

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Perto destes estão o pessoal do Software Livre, Open Source, e seu tão estimado Pingüim.

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O pessoal que está preocupado com a legislação e nossos direitos na internet. Encontrei advogados, representantes do governo e muitos outros. A discussão do momento é a “Lei Azevedo” e suas implicações sobre crimes cibernéticos ou liberdade vigiada na rede.

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Os programadores e pessoal de desenvolvimento (aqueles que, invariavalmente, estão por trás de todas as outras áreas). E mais uma vez o Pingüim é aplaudido…

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Pessoal da elétrica.

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Campeonatos de Robótica. Incrível ver a quantidade de pessoas assistindo palestras técnicas e teorias bastante avançadas em inteligência artificial.

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E até mesmo quem nunca usou um computador na vida.

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Na verdade fico com um pouco de receio de colocar este post e parecer que está tudo rotulado e resumido aqui. Muito pelo contrário. Aqui você encontra muito mais que isso. Palavras como streetdance, indíos, pôker, culinária, não são raras não. Além de uma quantidade sem fim de música, filme e vídeos assistidos e ouvidos nesses 7 dias.

E pra quem pensa que cada qual tem sua área, errou. É tudo junto, misturado, tudo uma coisa só, com o maior respeito possível. Porque o que vale aqui é conhecer e compartilhar.

Então, o que é a Campus Party? É uma internet gigantesca? A internet de 10Gb é pura desculpa pra’ estar junto’. Acho que é um grande encontro de Tudo – sempre ligado à tecnologia.

E se Campus Party é uma feira de Geeks? Acho que elas estavam certas, desde o primeiro dia…

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Campus Party: aqui você encontra de tudo.

24/01/2009 por Felipe Munhoz

E começa o último dia

24/01/2009 por Felipe Munhoz

É verdade. Pela agenda do evento o Campus Party vai até amanhã. Mas o conteúdo mesmo acaba hoje. Muitas barracas estão sendo desmontadas e – a não ser que ainda seja muito cedo – a Arena está completamente vazia. São poucos gatos pingados que estão aqui, de pé, usando a internet.

Aqueles que tiveram essa coragem precisaram de muuuuita energia pra conseguir se manter acordado.

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De resto, o clima é meio de despedida. Vamos ver se até a hora do almoço o pessoal acorda e aproveita o último dia!

Compartilhamento

23/01/2009 por Rogério

Depois de um dia lotado e cheio de atividades, quando chega umas 21hs os participantes começam a “sossegar”, e ficam menos elétricos. É nesse momento que dá pra perceber mais claramente uma das características mais marcantes e que muitos campuseiros disseram ser o que mais buscam no evento, o compartilhamento de informações e experiências.

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Pessoas X Link 2

23/01/2009 por Rogério

Durante todo o dia acompanhei a telinha ao lado do servidor e estranhamente não houve nenhuma mudança proporcional no uso da banda. Será que o monitor ficou congelado desde manhã? O que importa é que o experimento não deu certo…!

Orelhão livre!

23/01/2009 por Rogério

Aqui na arena tem um orelhão gratuito que é livre para todos usarem.

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Usando a tecnologia Voip (voice over IP – a mesma do Skype), todos podem fazer ligações para qualquer lugar do mundo! A única restrição é que AINDA não podem ser feitas ligações para celulares, mas já tem um pessoal se organizando e fazendo um leilão de camisetas para bancar ligações gratuitas para fixos e móveis de todo o mundo…

A todo vapor

23/01/2009 por Rogério

AGORA SIM a arena está cheia, impressionante a quantidade de pessoas, e a tendência é aumentar com o fim do horário comercial!

Protesto no CP!

23/01/2009 por Rogério

Aconteceu agora ha pouco um debate muito tenso sobre cibercrimes e legislação digital aqui na área de Software Livre.

Metade da bancada defendeu um projeto de lei que tem como objetivo regular a utilização dos equipamentos e do ambiente digital, enquanto a outra metade contradizia a lei com argumentos de que era restritiva e contra a liberdade na Internet.

Devido à delicadeza do assunto é compreensivel que a área estivesse LOTADA. Com certeza foi uma das atividades mais cheias de todo o evento, mas o que chamou mais atenção foi o clima “anti-ditadura” que tomou conta do pessoal, que protestou com faixas, placas, maquiagem e até megafones contra o lado da bancada que apoiava o projeto de lei.

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Papel que foi distribuído entre os espectadores organizando um protesto

Idealismo

23/01/2009 por Rogério

Idealismo é uma característica muito forte dos Campuseiros, como falei no post anterior sobre os donos de Lan House, que enxergam seu papel quase como uma missão de popularizar o acesso à Internet.

Também se percebe uma forte dose de idealismo em outros grupos, “tribos”, ou sei lá como chamá-los,  como a do Software Livre que o Felipe falou anteriormente, e o pessoal de robótica, que mostram com euforia vídeos e tecnologias de construção de equipamentos surpreendentes.

É engraçado que o clima jovem, imersivo e co-participativo de um evento com tantas pessoas faz parecer que é aqui que as coisas acontecem e é aqui o ponto de mudança de tudo.

Quando abriu o evento, o próprio diretor geral do Campus Party disse em seu discurso que a solução para a atual crise econômica e para todas as crises do mundo era a inovação, a criatividade, o empreendedorismo. E que são pessoas como os campuseiros que possuem todo o potencial para construir essa solução.

Chegou até a dizer a máxima “A Solução para a crise é o Campus Party”, sendo seguido por urros de euforia por parte de todos os presentes.

Agora ha pouco tive contato com mais pessoas contagiadas por este sentimento. Conversei com um grupo com chapéus de palha e cuja bancada era muito diferente, com vasos de plantas iluminadas por incubadeiras para entender o que estavam fazendo aqui e o que esperavam do evento.

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O grupo é composto por 20 pessoas que fazem parte de uma grande rede nacional de mini-ONGs locais que realiza trabalhos ecoconscientes e sociais em centenas de cidades do brasil e que se organiza e troca experiências, idéias e sugestões através da Internet.

Segundo um integrante do grupo, estão aqui para as atividades da área Campus Verde, que discute assuntos ligados a sustentabilidade e tecnologias verdes, mas também para despertar nos campuseiros a consciência de equilíbrio. E disse que sem a Internet, toda a organização deles não existiria, e que é essa integração entre a tecnologia e a busca humana pelo equilíbrio o caminho para uma sociedade melhor.

Para dar uma olhada no “capítulo” de São Paulo, entre no site flecha de luz

Lan Houses e a Inclusão Digital

23/01/2009 por Rogério

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Acabei de conversar com duas pessoas e descobri umas coisas muito interessantes.

O CP deste ano tem uma área chamada de Inclusão Digital, que discute a chegada da Internet e da informática para todo o Brasil e para todos os brasileiros.

E o que poucas pessoas sabem é que um tipo de estabelecimento acabou se tornando o responsável por “formar” milhões de jovens em assuntos de tecnologia: As Lan Houses.

Esses caras que conheci há pouco são donos de Lan Houses, um de Manaus, um da Bahia. Orgulhosos, eles contaram como fizeram a diferença na vida de algumas pessoas de suas cidades, como muitos jovens chegaram na lan house pela primeira vez sem não saber mexer em um computador e hoje, anos depois, “entendem tudo de Internet”.

Segundo eles, nos últimos 5 anos o número de pessoas que usam as Lan Houses para se conectar mais que dobrou e representa hoje mais de 20% do acesso à Internet. Por isso elas acabaram se tornando um dos maiores veículos de Inclusão digital no Brasl, fato que ganhou notoriedade após uma série de matérias do Fantástico no quadro Central da Periferia, que exibiu os ambientes das lan houses.

Estas empresas tem se organizado e aqui no CP deste ano está ocorrendo um Encontro Nacional de Lan Houses, ou CIDs (centros de inclusão digital), como preferem ser chamados para não serem associados à imagem negativa que o nome Lan House adquiriu nos últimos anos.

Neste encontro também estão presentes representantes do Sebrae e do governo federal, discutindo e realizando pesquisas para encontrar maneiras de fomentar o setor e utilizá-lo nos projetos de Inclusão Digital.

Conversando com estes donos das Lan Houses percebe-se bastante orgulho e idealismo de fazerem parte do que eles chamam de uma revolução que já aconteceu, ou está acontecendo, que é a popularização da Internet.

 

Blog colaborativo

23/01/2009 por Rogério

Aqui na área de blogs tem um projetor que é um agregador de tudo que é postado na Internet sobre o Campus Party no Twitter.

Sempre que alguém digita #cparty no post, aparece aqui! Assim todos os frequentadores constróem um grande blog colaborativo sobre o evento!

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Descansar, sim, parar, jamais!

23/01/2009 por Rogério

A galera daqui comenta que ficar tantos dias “plugado” é quase uma maratona, e como todos precisam descansar mas não querem perder nenhum minuto da festa acabamos vendo algumas pessoas descansando nos lugares maneiras mais inusitadas…

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Pessoas x Link

23/01/2009 por Rogério

No quinto dia, e começo de final de semana, é natural que a coisa comece aos poucos. A partir das 11hs as bancadas e palestras começaram a encher.

Vou fazer uma experiência: Os campuseiros estavam usando em média, às 10:40, 8% do link de 10GB: 

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Quando estivermos no final da tarde faço mais uma visita no servidor e comparo com o volume de pessoas na arena e o que eles estão acessando!

Uma olhadinha no Orkut…

23/01/2009 por Rogério

Circulando pelas bancadas dá pra perceber o que o pessoal costuma fazer nas horas vagas, e é algo que qualquer um consegue adivinhar: Orkut, twitter, sites de foto, assistem filmes e, claro, jogos.

Uma coisa que eu já tinha reparado na segunda feira e que pude reforçar hoje é o quantidade de pessoas assistindo animes, os desenhos animados japoneses!

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Mais uploads do que downloads

23/01/2009 por Felipe Munhoz

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Na quarta-feira soltei a informação no Twitter de que estava rolando mais uploads do que downloads aqui no Campus Party (apesar da banda de uploads ter só 20% do tamanho da banda de downloads).

Rodei atrás do porquê e consegui a explicação.

Acontece que há um P2P interno do Campus Party. Isto é, um programa de compartilhamento de arquivos (um grande depósito de arquivos) onde o pessoal lá dentro fica trocando Gigas e Gigas de tralhas.

Para se ter uma idéia, nos momentos de pico esse P2P chegou a ter quase 20Tb de dados, pra qualquer um baixar de graça (Não precisa nem falar que o que mais rola são os piratas – totalmente desprovidos de controle). E você encontra de tudo: programas, jogos, seriados, programas de TV, pornografia, shows, música, o que você quiser. O mais recente é o primeiro episódio da 5º temporada de Lost! (Eu também quero ver!).

Para desfrutar desse benefício é fácil. Basta o campuseiro baixar um programinha P2P, cadastrar-se e disponibilizar 5Gb para compartilhamento.

Essa imensa troca de arquivos explica o porquê a quantidade de uploads têm superado a quantidade de downloads aqui no CP.

(Agora, com licença, mas vou baixar algumas coisinhas…)

CP acordando devagar…

23/01/2009 por Rogério

Esse quinto dia de Campus Party começou preguiçoso. Quase dez horas da manhã e diversas áreas ainda estão vazias, porque o pessoal da área de barracas ainda está arrumando aquele ânimo pra acordar. Circulando pelos corredores de barracas os comentários que eu mais ouvi foram do tipo “Fiquei acordado até as 6h00!”

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Amigos, computadores, banda larguíssima larguíssima e não ter que acordar cedo no outro dia pra trabalhar. Pra mim parece ótimo! ;)

Uma outra novidade, mas nada legal: A segurança hoje aqui está ferrenha. Ninguém entra ou sai da área de barracas sem ter a mala revistada e seguranças circulam pelas bancadas com a maior atenção. Uma segurança me disse que é porque ontem sumiram dois notebooks e dois celulares, além de alguns equipamentos menores como mouses.

Uma característica dos frequentadores é muitas vezes deixar seu equipamento sobre as mesas sem nenhuma supervisão, até porque quando se tem muito equipamento não tem muito o que se possa fazer.

 A gente entra num ambiente desses e é contagiado pelo clima de liberdade, festividade e companheirismo e acaba esquecendo que estamos no mundo real…

 

Update: ouvi dizer que ontem a noite os seguranças estavam cheirando as bebidas das pessoas pra ver se tinha alcool (proibido aqui) e que estão se preparando para receber um número muito maior de campuseiros nesta sexta e sábado…

Rapidinhas do dia…

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

Jogos, palestras, campeonatos de games, downloads… Pra aguentar, só com muita energia mesmo.

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No meio de tanta tecnologia, alguém vendendo Bijouteria.

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Quem está no Campus Party?

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

É incrível a diversidade de pessoas aqui no evento. Diferentes idades, interesses, culturas, origens…
Dando uma volta pela arena, entrevistei 4 pessoas de perfis bem distintos, cada um com um motivo para estar no Campus Party.

Hélder Maurício veio de Campinas, e foi um dos primeiros campuseiros a se instalar por aqui. É Programador e Projetista de Jogos, tem seu próprio blog e um nickname (ou “nome de guerra”) pelo qual é identificado no mundo virtual: “Speeder“.

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Veio ao Campus Party para encontrar, re-encontrar e conhecer pessoas que, como ele, também desenvolvem games e programas de computação. Para ele, a oportunidade de trocar infomações com gente do ramo é de alto valor.

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O que mais gostou até agora foi um debate organizado pela Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos com 4 dos principais nomes da área no país. “Aprendi bastante coisa nova”, diz Hélder.

Os novos contatos – e amigos – são o mais importante que ele levará do Campus Party 2009.
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Taís de Jesus faz parte da Entidade Casa dos Meninos de São Paulo, e apesar de não estar acampada, veio ao evento todos os dias. O que mais gostou daqui foi o espírito de união e integração dos campuseiros. “Parece uma grande família, todo mundo se ajuda e parece que se conhece há muito tempo.”

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Ela veio ao Campus Party para conhecer as novas tecnologias e os avanços da informática. E vai levar consigo esse conhecimento.

“Aqui tudo acontece ao mesmo tempo. Novas tecnologias, novos conhecimentos. Coisas que a gente não tem acesso. E é difícil encontrar isso tudo junto, no mesmo lugar.”
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Pedro Mariutti tem apenas 12 anos, mas já está no seu segundo Campus Party. De férias escolares, veio aproveitar com o pai e um primo poucos anos mais velho.

Perguntei a ele se preferia estar aqui, na praia ou viajando com os amigos. A resposta foi direta.
“Aqui. Eu amo computadores.”

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O principal motivo de ter vindo ao evento foi a banda larga de 10Gb. Além dos vários downloads que faz durante o dia, Pedro também tira um descanso na barraca onde está acampado e vai às palestras.

“A que mais gostei foi uma que ensinava a fazer Blog. Eu já tenho um, e agora vou poder deixar ele bem mais legal com as coisas que aprendi.”
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Daniela Valentim é WebDesigner, veio todos os dias mas também não está acampada. O principal motivo de ter vindo ao Campus Party foi a palestra de Tim Berners-Lee, criador da Internet.

Além disso, o que mais gostou daqui foi a possibilidade de compartilhar conhecimentos com outros campuseiros – da sua área ou não.

Mas fez questão de fazer uma reclamação: “O processo para entrar e fazer o cadastramento é muito desorganizado. Você espera muito tempo, e eles não controlam se as pessoas furam a fila.”
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O Campus Party é, sem dúvida, um evento de vários atrativos e atrações. E uma delas com certeza é a diversidade de pessoas, cada um com um motivo para estar aqui. Mas todos parecem ter um mesmo objetivo em comum: se divertir.

TV pra quê? Eu quero WEB!

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

Esse era o nome “curioso” que atraiu bastante gente para o Palco Software Livre hoje cedo.

A palestra, ministrada pelo professor da PUCRS André Pase, doutor em comunicação, começou com uma frase que define tudo o que foi discutido a partir dali:

“A internet é um novo caminho para o vídeo.”

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Antigamente a TV ditava o que as pessoas viam ou tinham acesso. O telespectador era passivo, e ficava “preso” à grade de programação e seu conteúdo.

Hoje a história é outra. Com a internet, o consumidor tem acesso à toda informação que quiser, quando e como quiser. O conteúdo é mais rico, mais acessível e – como já cansamos de falar aqui – abastecido pelas próprias pessoas.

O resultado? A TV passou a ser um veículo secundário, onde destacam-se hoje apenas programas de conteúdos de menor qualidade, mais restritos e menos explorados. Os telejornais noturnos, antes estrelas de qualquer programação de TV, hoje repetem as notícias que já vimos pela rede durante a manhã. Seriados e filmes já podem ser baixados via web muito antes de chegarem à programação de qualquer canal – pago ou não.

A internet rapidamente vai assumindo para as pessoas o papel principal na geração de conteúdo.
E a TV acaba recorrendo à prórpia rede para enriquecer o seu. Jô Soares, da Globo, por exemplo, não cansa de utilizar vídeos do YouTube para ilustrar suas piadas. O programa Pontapé Inicial, da ESPN, também utiliza vídeos do mesmo site com frequência.

E, como se não bastasse, já existem diversos sites dedicados a oferecer o conteúdo em real time de diversos (senão todos) os canais de TV do mundo, alguns já em High Definition (HD). A posse do presidente Barack Obama (mais um centavo pra você, Felipe), no último dia 19, pôde ser acompanhada ao vivo via web, em altíssima qualidade – coisa que nenhum canal da TV brasileira, aberto ou pago, ofereceu.

Agora, a pergunta: por quê tudo isso estava sendo discutido do palco Software Livre?
Simples. O conteúdo da internet jamais poderia ser gerado pelas pessoas da maneira atual se não existissem os programas gratuitos (e, portanto, 100% acessíveis) para criação de vídeos, fotos, músicas, etc. Graças a programas P2P (peer-to-peer), editores de foto e vídeo e redes sociais, o internauta tem hoje a capacidade de gerar e/ou baixar conteúdo em alta qualidade, ao vivo, com acesso ilimitado a qualquer informação que deseje.

E aí, o que resta àquela televisão da sala? Basicamente, ser usada para assistirmos àquele DVD alugado, jogar videogame ou como monitor do próprio computador (nesse caso, inclusive para usar a internet).

Ou seja: mais uma vez vemos a importância da web como geradora de conteúdo e, mais que isso, a importância do internauta que, diariamente, deixa-o mais rico e completo.

Em tempo: pensando comigo, foram pouquíssimas as vezes que assisti a TV desde que o ano começou.
Já o computador…

“Software Livre”. Alguém me explica, por favor?

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

Dentre todas as bandeiras hasteadas aqui no Campus Party, uma com certeza chama mais a atenção: a do Software Livre.

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Um movimento enorme dentro do evento, com adeptos de todos os tipos e idades. Mais que isso, um movimento mundial. Mas afinal, o que significa? Sobre o que é? O que querem as pessoas com isso?

Olhando aqui à minha volta vejo centenas de jovens sentados em frente a suas telas pesquisando na Internet, assistindo conteúdo e trabalhando, seja lá no que for. São pessoas aficcionadas por tecnologia e computação, que estudam, respiram e vivem esse mundo 24 horas por dia. Pessoas que vão à fundo em assuntos como programação de sites e programas, criação de games, exploração da web e muito mais.

Em outras palavras, exatamente como os gênios criadores das mais revolucionárias ferramentas de tecnologia, como as redes sociais, sistemas operacionais, o iPhone ou o Nintendo Wii.

Uma forma que encontrei para definir os campuseiros foi “pessoas com um imenso conhecimento e criatividade no universo tecnológico, sempre ávidos por usar esse talento para criar, mexer ou melhorar o que já existe por aí na internet e no mundo da informática.”

Para eles, o objeto de desejo são os chamados programas Open Source – vulgo softwares livres -, que são criados de forma que possam ser melhorados, otimizados e re-distribuídos por qualquer um que se preste a fazer este trabalho. Softwares que, independente da forma com que foram criados, podem ser customizados para usos ou usuários específicos, modificados de acordo com alguma necessidade. Isso tudo a qualquer momento, em qualquer lugar, por qualquer um.

O que acontece é que hoje a maioria dos softwares são “fechados”. Windows, MacOS, programas da Microsoft, etc., jamais poderão ser modificados pelos seus usuários, uma vez que seus códigos-fonte não são disponibilizados para alterações. Além disso, é considerado criminoso aquele que tentar fazê-lo, sob pena de multas e até prisão em alguns países. Esses programas também se tornam cada vez mais difíceis de serem pirateados, justamente porque a preocupação dessas empresas é vender e lucrar com eles.

O movimento pelo Software Livre no mundo prega justamente o fim desse conceito. Pregam um mundo onde os softwares são abertos, com códigos-fonte disponíveis na internet justamente para serem adaptados, e onde os talentos individuais podem ser empregados para torná-los cada vez melhores, rápidos e flexíveis para aplicação em qualquer atividade ou necessidade. E o mais importante: gratuitos.

E, aqui no Campus Party, o movimento é igualmente grande. Um dos palcos de palestra, por exemplo, é voltado unicamente para este assunto. Uma área da arena foi também reservada para os mais adeptos, onde ficam aqueles que mais pesquisam sobre o assunto e trabalham, aqui no evento, para divulgá-lo cada vez mais.

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Criou-se, ainda, a Rádio Software Livre, que aqui no Campus Party pode ser sintonizada na frequência 106.9 Mhz. Uma iniciativa dos próprios campuseiros, que se mobilizaram para trazer toda a estrutura necessária – incluindo uma antena!

Na rádio, os ouvintes encontram, além de entrevistas sobre o assunto, músicas de diversos artistas independentes, como Karnak, seguindo o “conceito” do movimento.

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Se o movimento dá certo? Parece que sim.

Já há alguns anos tivemos um boom de softwares livres sendo lançados para download na internet, para diversos fins e usos. O Firefox é um deles. O Google Desktop também. Ambos hoje utilizados no mundo todo – e, além de ótima aceitação, com a percepção de que são melhores que os softwares pagos como Internet Explorer.

O movimento pelo Software Livre resgata um pouco do que já falamos aqui nos dias anteriores: a internet cada vez mais se torna um lugar onde quem dá as cartas é o internauta. As grandes marcas e empresas vão rapidamente deixando de ser o protagonista principal na rede, dando lugar àqueles que navegam por ela e que, ao que parece, têm uma capacidade cada vez maior de gerar conteúdo e informação com extrema qualidade.

Em suma, o Software Livre dá a palavra às pessoas. E tem muita gente aqui querendo – e merecendo – ser ouvida.

Índio Digital

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

Com certeza o post mais interessante que fiz até agora.

Sentado, assistindo a uma palestra que, em breve, estará aqui, vi um índio (caracterizado como tal) lá no fundo, em pé, com os olhos grudados no palestrante. Vale citar que era uma palestra sobre internet e divulgação de vídeos online.

Ok. Já vimos índios aqui no Campus Party, isso não surpreende mais. Mas, se compreender o que vieram ver aqui já é meio difícil, quem dirá entender o que fazia um assistindo a uma palestra com conteúdo tão técnico e específico?

Fui lá descobrir.

O nome dele é Anápuáká Muniz Tupinambá Hã hã hãe.
Ele vem de Pau Brasil, na Bahia, onde fica sua aldeia. Sua vida se alterna entre essa cidade e o Rio de Janeiro, onde trabalha como Web Designer.

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Para nós pode ser um pouco difícil associar uma coisa a outra, mas foi incrível conversar com ele e ouvir, a cada quatro ou cinco frases, nomes de programas de edição de vídeo, divulgação de materiais, live streaming e diversas gírias que só estamos acostumados a escutar de quem não sai da Internet. Mas o fato é que, hoje, 20% das aldeias indígenas do país já têm acesso à Internet. E, desse grupo, 5% já a utilizam extensivamente como fonte de informações, troca de conhecimentos e aprendizado.

Anápuáka está entre esses 5%. E hoje tem como principal missão de vida aumentar cada vez mais esse percentual.

Junto a um grupo indígena de sua aldeia, ele mantém um portal na Internet chamado Web Brasil Indígena (www.webbrasilindigena.org), que funciona como rede de informações, notícias e cultura para a comunidade indígena do país. Um conceito que ele chama de Etnomídia, assunto principal da palestra que ministrou ontem no palco Campus Verde.

Ele cita que o principal diferencial do portal é a linguagem fácil, simples e direta, diferente da empregada no jornalismo atual – o qual critica justamente por isso. No site, a comunidade tem acesso a um grande montante de informações relevantes, que aumenta a cada dia com o crescimento do contato dos índios com os grandes centros urbanos.

“Vim aqui para aprender e gerar conteúdo”, afirma Anápuáka, que foi um dos primeiros a chegar no Campus Party 2009, quando o saguão principal ainda era uma grande confusão de fios, mesas fora de lugar e trabalhadores correndo para deixar tudo pronto para os primeiros campuseiros.

Quando perguntei a ele o que de mais valioso levaria de volta à sua aldeia, ele foi sucinto: “A vontade de compartilhar que as pessoas aqui têm.Frisou que o mais lhe chamou a atenção foi a presteza dos compuseiros em ajudar, dar dicas e ensinar coisas novas, ao passo em que também aprendiam (e se surpreendiam com os índios.)

…”É incrível como num evento onde reina a tecnologia, que é tão fria e impessoal por natureza, o que mais chama a atenção é o calor humano.”

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Me permito aqui uma pequena reflexão.
Já vimos aqui diversos posts anteriores (e mais alguns que ainda estão por vir) mostrando, por A+B, a crescente importância da Internet como forma de troca de informação e geração de conteúdo. Um conteúdo que, para nós, pela própria natureza do mercado, muitas vezes se limita a construção de marcas, criação de ações de entretenimento e novas formas de levarmos ao consumidor algum tipo de mensagem ou opinião.

Nada de errado com isso. É o que fazemos, e é como o mundo funciona.

Mas o que pouca gente vê é que a Internet é também um meio que hoje permite que informações bem mais básicas – mas muito mais valiosas – cheguem onde antes não era possível. Uma aldeia indígena, por exemplo. Ou a uma escola em cidades distantes ou pequenas.

Interessante ver como, em meio a tantos vídeos engraçadinhos, sites com tecnologias incríveis e ações de interação nunca antes imaginadas, vemos ainda (e cada vez mais) um conteúdo cultural e de base – que, para nós, chegou com muito mais facilidade – navegando em direção àqueles que, até pouco tempo atrás, eram deslocados pela carência nesse sentido.

Nisso, me junto aos geeks: viva a Internet!

VidadeViajante.com.br

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

Um dos blogs mais visitados e finalista na Best Blogs Brazil (uma espécie de iBest exclusivo para essa categoria) na categoria Turismo é o Vida de Viajante: um casal apaixonado por conhecer novos lugares e propagar o turismo responsável, preservação do meio ambiente e a sustentabilidade dos destinos turísticos.

Os dois montaram uma KombiHome – Kombi transformada em um trailer com cama, cozinha e escritório (!) – e viajam pelo Brasil afora vivendo grandes experiências e levando-as ao público através do site e de vídeos ao vivo pelo celular. E seu destino, essa semana, é o Campus Party.

Eles vêm não só em busca de novidades na área de Internet, mas também pela grande diversidade cultural que se encontra por aqui – como visto em vários dos posts anteriores. O casal, Marcelo e Lyanne, passa o dia vagando pelo evento, buscando novidades e transmitindo tudo ao vivo para o site.

Apesar de difícil, vou tentar encontrá-los para saber um pouco mais sobre o que os atraiu para o Campus Party 2009 e o que vão levar como bagagem daqui. Por enquanto, fiquem com algumas fotos da “barraca” deles – carinhosamente apelidade de “Alice”.

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Hora de dormir. E agora?

22/01/2009 por Bruno Brasileiro

Depois de um dia inteiro de palestras, jogos, atividades, campeonatos e da baladinha que rola por aqui todas as noites (leia-se: um DJ tocando de fundo, e as pessoas continuam nos computadores), chega a hora que bate o cansaço e a vontade de dormir. E, nessa hora, esquece-se de tecnologia, Bits and Bytes, e tudo o que vc quer ver é sua barraca.

Mas como encontrar ela no meio de mais de 2.500 espalhadas pela área do Camping, sendo que são todas idênticas? As formas são as mais criativas e inusitadas. E vale tudo pra não perder a sua de vista. Confiram:
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Aproveitando a onda, o Multishow andou distribuindo adesivos pra ajudar o pessoal a identificar sua barraca.
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Uma ação super simples mas, como se pode notar, de altíssimo valor percebido pelo público.

Já que o assunto é internet

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Entre palestras, conversas paralelas e a leitura do Jornal de Debates (publicação independente dentro do Campus Party) peguei algumas coisas sobre Lan Houses.

Hoje, quase 50% dos acessos no Brasil são feitos em Lan Houses. E para quem acha que o negócio é jogo online, errou. A maioria das pessoas utiliza e-mail e redes sociais.

Para se ter uma idéia, o projeto inicial dos Telecentros (de 2001) permitia acesso a todo tipo de site – e a adesão era muito grande. Pouco tempo depois o governo federal bloqueou acessos à e-mails e redes sociais, transformando os Telecentros em “laboratórios de informática” e, instantaneamente, a queda de frequentadores foi grande.

O consenso entre o pessoal daqui é que a internet é uma grande escola, e deve ser livre para usar e aprender como quiser. Querer fazer inclusão social transformando o acesso à internet em “experimental” e dentro de laboratórios é um tremendo paradoxo. Deve-se guiar e ensinar o caminho das pedras. E só.

Jornal de debates

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Uma iniciativa inusitada.

Uma equipe de um jornal independente de Floripa acampou esta semana aqui no Campus Party.

A exemplo do ano passado, eles montaram uma edição de jornal nas bancadas do Campus Party. Jornalistas, ilustrador, diagramador e tudo mais. Passam o dia inteiro colhendo notícias do evento, fazendo reportagens, fecham a edição quase na madrugada, correm para uma gráfica aqui perto, imprimem e de manhã todo mundo dentro do Campus já tem um jornal quentinho (e gratuito) para ler.

Uma iniciativa de primeira e – minha opinião – as matérias são muito boas!

Abaixo uma das responsáveis conta a idéia:

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Games no Campus Party

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Dentre todas as “tribos” e tendências no Campus Party, uma que merece grande destaque é a de games. Até porque ela é quase uma unanimidade. Em uma hora ou outra de descanso, todo mundo das outras “tribos” acabam aderindo a algum jogo, mesmo que seja “paciência” do Microsoft Windows.

Acima um vídeo de uma área reservada de grande sucesso, dos simuladores. Mas acredito que o maior sucesso do Campus Party seja o Guitar Hero. Os participantes vem pra cá com a banda já montada, ensaiada e a reação do público que está assistindo é impressionante (claro que não se compara com a reação do público em um show, mas para um jogo de computador é incrível!)

Também postei algumas coisas inusitadas. Uma turma de 6 amigos jogava WAR (aquele mesmo, da GROW, que todo mundo jogou quando tinha uns 15 anos) online, entre eles. Outros aderiram a jogos nostálgicos, como os primeiros Street Fighters. Mas o mais comum são os jogos de “tiro” em primeira pessoa (como Counter Strike) e alguns jogos de estratégia – parecidos com RPG (todos online, aproveitando a internet daqui para conectar a grandes servidores).

Estava escrevendo quando escutei um berro de galera num canto da feira: “GOOOOOOOOOOOOL”…. é o campeonato de futebol on line.

Alimentação no Campus Party

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Mais de 6000 pessoas, 4000 com computador e 2500 durmindo aqui 7 dias. Óbvio que comer, tomar banho, dormir, tudo isso é necessário.

A alimentação é um caso à parte. Muitos aderiram à alimentação “oficial” do evento. R$150,00 com 3 refeições por dia na bandeja. Tem também uma praça de alimentação (senti falta de comida de verdade, quase tudo ali é lanche – e bem caro). Tem também o pessoal que trouxe snacks e lanchinhos – porém estes são menor parte.

Vale ressaltar a quantidade de caras com garrafa de coca de 2litros do lado do computador… (dá pra semana toda?)

Agora, algo inusitado que tem feito o maior sucesso é uma certa rede delivery árabe (só pra não citar nomes e fazer propaganda… hehehehe). Abaixo segue uma foto do que – parece – tem feito o maior sucesso aqui.

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Inclusão Digital

21/01/2009 por Felipe Munhoz

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Estava na agenda do ano passado e nessa também: Batismo Digital!

Um espaço onde monitores voluntários ensinam quem conhece pouco (ou o básico) de internet, pra ficarem mais à vontade no universo digital.

O que mostra que mais do que um encontro de “geeks”, o Campus Party é cada vez mais um evento de inovação e tendências.

Marcelo Branco, diretor do evento, definiu da seguinte maneira, na abertura: “…a solução para a crise é o Campus Party!” (obviamente que 4000 pessoas, neste momento, gritaram alucinadas)

Da série: “Pra quem acha que Campus Party é coisa de mulherzinha…”

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Não posso negar para vocês que a primeira impressão do evento é totalmente estereotipada: “Ah, são 4000 Nerds usando o computador…”.

Depois que se chega aqui esse conceito muda um pouco. E é uma ótima experiência antropológica.

Tem o pessoal totalmente afixionado por computador sim. Mas tem designers, músicos, gamers, teóricos, universitários, blogueiros, festeiros e o que mais você puder imaginar. Todo mundo com um respeito incrível.

O que você mais vê é gente deixando os computadores e pertences na mesa, indo dormir, e ninguém toca em nada.

Para exemplificar, uma das maiores excentricidades daqui. NUNCA imaginaria encontrar uma garota jogando bola no Campus Party! Vivendo e aprendendo…

Palestra sobre Uso de Mídias Sociais na Publicidade

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Descrição: Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto, Gustavo Fortes e Carlos Merigo (Brainstorm#9). Blogs, redes de relacionamento e mídias sociais no universo da publicidade. O marketing sobreviverá sem as redes sociais? Já existe um consenso entre os publicitários da sua importância? Temos um paradigma do seu uso na propaganda e marketing?

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Uma das palestras mais cheias até agora.

A questão não apresentou muitas coisas novas. Mídias Sociais muitas vezes se baseiam no trabalho de uma Assessoria de Imprensa. E a Assessoria é emblemático da aceitação de “riscos”. Você não sabe, nem tem como saber, se aquilo que você fez vai dar certo, ou as pessoas vão falar bem.

E além disso, uma análise quantitativa não trará resultados críveis à respeito de um trabalho.

O que é relevante? O que tem conteúdo? O que gera experiência? É isso que move pessoas. É isso que é VIDA REAL e é nesse contexto que as pessoas estão inseridas. As mídias sociais, e qualquer outra mídia é coadjuvante por natureza. Na internet, ou fora dela, pessoas são pessoas e estão a fim de se divertir, de se emocionar, de viver.

E colocar sua marca ou seu produto neste momento é o ponto. E também como fazê-lo, sem interferir nesses momentos.

Isto é 90% do caminho. Ter uma experiência, um conteúdo é a o começo. Depois, os próprios consumidores vão divulgar sua ação.

Muito do resto que foi falado vai de encontro à questão da primeira palestra de hoje, que postei abaixo. Cuidados, riscos e oportunidades.

Campus Party também é coisa de mulherzinha…

21/01/2009 por Felipe Munhoz

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Confesso que o número me surpreendeu. Dos 4 mil inscritos no Campus Party deste ano, 30% são mulheres. Mais de 1000 mulheres estão aqui, seja gamer, seja modding (foto anexa), seja baixando arquivo!

Conhecendo a Arena

21/01/2009 por Felipe Munhoz

A princípio é difícil de conceber, não? 4 mil pessoas, 2,5mil barracas, 10 áreas de palestras, exposição, comida… É maior que muito shopping center. Para ter uma idéia, um breve vídeo:

Movendo a bolinha com a mente

21/01/2009 por Felipe Munhoz

O Bruno tinha mostrado ontem… é incrível.

Conecta-se eletroencélafogramos em 2 participantes. Quanto mais sua frequência cerebral baixar, mais vai empurrando a bolinha pro lado contrário (a bolinha é movida via jogo de imãs). Incrível!

Lar Doce Lar

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Alguém tem alguma dúvida sobre qual é a barraca da Mix?

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Painel – Mídias Sociais nas Corporações (considerações)

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Bom, vamos lá. Um apanhado dos conceitos que foram discutidos aqui.

A questão do painel: Redes de relacionamento, articulações do mundo corporativo e seus clientes, incorporaçnoes do usuário na melhoria dos serviços. Como as mídias sociais entram nas estratégias das Corporações?

Blog, Twitter, Flickr, Youtube, Facebook, a forma de comunicação das pessoas mudou radicalmente. E a forma como as empresas conversam com seus clientes não pode ficar pra trás.

No momento em que a empresa abre suas portas em alguma dessas ferramentas ela dá voz e liberdade para o cliente dizer o que quiser. E aqui o primeiro problema: e se algum cliente resolver falar mal do seu produto?

Na verdade isto é o que mais acontece: as pessoas utilizam-se de ferramentas de comunicação muito mais para “reclamar” do que para “parabenizar” ou falar bem.

Porém aqui esta a oportunidade. Uma empresa que sabe exatamente quem é seu consumidor, o que ele deseja, onde ele está e fazendo o quê, pode utilizar qualquer uma dessas ferramentas para um “keep in touch” único, e transformar esse momento num brand experience da sua marca.

O problema é que muitas empresas tratam mídias sociais como uma forma de “propaganda”. Só falta adaptar o roteiro de um filme de televisão de 30″ para um Twitter.

A questão não é adaptar. Por exemplo: há um caso de um restaurante (o nome não foi divulgado) que só com a criação de um blog falando sobre gastronomia triplicou suas vendas. Por que? Alguém parou, pensou, e analisou de que forma o conteúdo poderia ser relevante para o consumidor de seu produto – sempre com bases nos valores e conceito da sua empresa.

E aí sim a mídia social pode se transformar um aliado: se preocupe menos em fazer propaganda de seu produto e mais em escutar o que é dito. Ali o consumidor pode deixar idéias importantes, palavras-chaves…

Não há controle, nem deveria haver, sobre o que é dito sobre sua empresa. E a questão mais uma vez volta ao consumidor: se você entende o que ele quer, como tratá-lo, gera uma experiência de marca para ele, você não vai estar somente abrindo um espaço para “reclamações”, mas uma importante ferramenta de construção de imagem.

Uma ferramenta tão nova e pouco conhecida como essa não é para amadores. Conheça bem, estruture bem, porque passos errados podem significar grandes arranhões na sua marca. E o mais importante: este é o tipo de interação do futuro. O que vai guiar as empresas pelos próximos anos. Então, mãos à obra.

Painel – Mídia Sociais nas Corporações

21/01/2009 por Felipe Munhoz

Roberto Machado (DoceShop), Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto (Peabirus), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Marcelo Vitorino (Amélias) Moderador: Fábio Seixas (Camiseteria).

Qual é o papel das redes sociais nas articulações das Corporações? Como os clientes se relacionam com ela e quais são as possibilidades?

Acompanhe ao vivo no Twitter! Daqui a pouco um resumo!

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O Pinguim não poderia faltar por aqui…

20/01/2009 por Felipe Munhoz

A palavra de ordem para qualquer “campuseiro” é, sem dúvida, “SOFTWARE LIVRE!”.

E como não poderia ser diferente, o emblema dessa campanha é o Pinguim da Linux – um dos principais softwares gratuitos do mundo.

E não é que o Pinguim tava animado?

Falando em diversidade cultural…

20/01/2009 por Bruno Brasileiro

Quem me acompanhou hoje pelo Twitter viu um post onde eu disse que vi índios de verdade por aqui.
Eis a prova. Não foram muito simpáticos, mas deixaram eu tirar a foto. O mais impressionante é ver que um deles estava PILOTANDO um simulador de vôo! Não há mesmo fronteiras para a tecnologia…

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Expositores

20/01/2009 por Bruno Brasileiro

O Campus Party tem uma área exclusiva para marcas que queiram, em meio a esta festa tecnológica, entrar na onda do avanço e do ineditismo. E, nesta edição 2009, todas elas abusaram neste aspecto. Localizado ao lado da praça de alimentação, este espaço conta com stands modernos, arrojados e repletos de interações inéditas para os visitantes. Segue o registro de algumas das mais interessantes:

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Essa marca parece ter vindo ao Campus Party com o objetivo de mostrar que está se adequando cada vez mais ao século XXI. Abusaram da tecnologia em todos os ambientes do seu espaço, em praticamente todos os detalhes, sempre com o conceito: “Vem pro Cyber Campus você também.”

A principal atração de hoje foi a apresentação do artista holandês EagleMan, que veste uma roupa especial repleta de sensores de movimento. Acompanhado de um VJ, ele movimenta o corpo para criar, ao vivo, músicas no estilo eletrônico.
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Com forte apelo à inclusão digital, o stand conta com estações de conexão à internet, monitores digitais touchscreen para navegar no site e um pequeno bar com snacks e bebidas. Até as promotoras entraram na dança.
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Stand PREFEITURA DE SP:

Alguns stands utilizaram games como chamariz. O da Prefeitura oferecia uma experiência com o jogo Nintendo Wii.
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Stand TELEFÔNICA:

Com certeza o maior e mais chamativo de todo o evento. São 2 stands separados, sendo um reservado a 4 ações de interatividade inéditas e diferenciadas.

A primeira é uma “luta virtual”, onde o corpo do participante é reconhecido por sensores de movimento e reproduzido na tela do jogo, ao lado dos combatentes. Os movimentos são todos reais, e o palco se torna um verdadeiro ringue. Uma experiência parecida com o Nintendo Wii, porém sem o uso de controles.
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Outra ação interessante é o EarthWalk, uma interface baseada em projeções no solo que permite ao visitante simular os controles do Google Earth com os pés. A impressão é a de que você pode “andar sobre o planeta e suas cidades”.
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Outra ação inusitada e bastante interessante é Massage Me, que transforma as costas do participante em um controle de videogame. Sim, é isso mesmo. Uma outra pessoa fica atrás e, enquanto joga, faz “massagem” no que está na frente. Trata-se de uma jaqueta especial.

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Agora a última e, com certeza, a mais impressionante de todas elas. O nome é “Brainball“, e trata-se de um “duelo de mentes” onde duas pessoas competem tentando movimentar uma bolinha apenas com a força do cérebro! A tecnologia utiliza sensores colocados na cabeça dos oponentes, e vence aquele que conseguir diminuir ao máximo a frequência cerebral – em outras palavras, quem consegue ficar mais relaxado.
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Uma ação com certeza dispendiosa, mas uma ótima opção para as já usuais sessões de massagem oferecidas em eventos com o conceito de relaxamento ou anti-stress. Principalmente para os clientes que buscam algo diferente e inovador.

As outras ações, tanto da Telefônica quanto das outras marcas, mostram formas inovadoras de trazer o cliente ou visitante para perto, dando a ele a oportunidade de ter uma experiência verdadeiramente inédita e moderna. Alinhadas com o conceito certo, essas ações podem ser excelentes alternativas como atração para qualquer evento.

Em tempo: o menininho ganhou.